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RUMO AO VOTO
Executiva do PSDB discute hoje intervenção no diretório municipal

A semana começa ‘quente’ no ninho dos tucanos. Hoje, às 11h, a Executiva estadual do PSDB reúne-se para tratar, entre outros assuntos, da possibilidade de intervenção no diretório municipal do Recife, antes da realização da convenção, marcada para o próximo dia 18. Reforçados pela pesquisa Datafolha – publicada ontem pelo JC e que indica um provável segundo turno nas eleições, caso João Braga permaneça na disputa –, os partidários da aliança com o PFL/PMDB querem dar uma última cartada para sepultar de vez a pré-candidatura do deputado estadual.

Com uma intervenção no diretório municipal, seria instituída uma Comissão Provisória, a ser presidida, provavelmente, pelo vereador Luiz Helvécio. Dessa forma, Braga e o atual presidente municipal, Clóvis Corrêa, ficariam completamente isolados e sem poder dentro do partido.

Para os tucanos pró-aliança, o principal argumento em defesa da intervenção foram as declarações do deputado João Braga, que prometeu ir à Justiça caso a tese de candidatura própria seja derrotada na convenção. “Não podemos ficar à mercê de ameaças de impugnação para não acontecer o mesmo que houve em Jaboatão, quando o processo foi procrastinado”, argumentou ontem o presidente regional do PSDB, deputado Luiz Piauhylino. Segundo ele, a possibilidade do pedido de intervenção, diante das denúncias de que haveria convencionais em situação irregular no partido, está sendo analisada por técnicos.

Por outro lado, o presidente municipal, Clóvis Corrêa, prepara uma contra-ofensiva ao processo de intervenção. “Eles estão fazendo uma confissão pública de que não têm votos para ganhar a convenção. Enganaram todo mundo e agora querem criar esse artifício de destituir o diretório porque sabem que estão perdidos”, desabafou Corrêa. Ele está se subsidiando juridicamente para entrar com um recurso junto à Executiva nacional do PSDB ou à Justiça, se a intervenção no diretório for mesmo decidida.

Alvo do bombardeio, o deputado João Braga também promete reagir a mais um ataque contra sua pré-candidatura. “Vou reagir dentro das regras regimentais. Tenho direito a disputar a eleição e não quebrei nenhuma regra com isso”, disse, informando que as pendências entre os convencionais que teriam se filiado fora de prazo atingem os partidários da aliança com o PFL/PMDB.

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Jornal do Commercio
Recife - 29.05.2000
Segunda-feira