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PELO MUNDO III Como conseguir uma bolsa de estudo Passar um ano estudando fora do país é um sonho acalentado por muitos estudantes além daqueles que já são profissionais. O problema é que grande parte destas pessoas vêem esse sonho como uma tarefa impossível, reservada a poucos mortais. A oferta de bolsas e incentivos que existem atualmente vem para derrubar essa teoria e confirma: o único pré-requisito que realmente pesa para alguém se aventurar numa escola fora do Brasil é competência. Um dos países que mais incentivam a vinda de estudantes estrangeiros é a França. Numa resposta à hegemonia inglesa no ensino de línguas, o governo criou o EduFrance, órgão que nasce para incentivar o intercâmbio lingüístico e cultural entre o Brasil e França, além de outros países. É bom esclarecer que nós não distribuímos bolsas. Oferecemos uma grande variedade de oportunidades aos estudantes, que chegam à França com os mesmos benefícios que um estudante local, explica a diretora da Aliança Francesa no Recife, Carole Scipion. Segundo ela, o aluno que se matricula na rede de ensino superior público (e gratuito) francês pode se alimentar e morar por um baixo custo (cerca de R$ 600 dólares por mês). Ele também recebe seguro-saúde, incentivo a atividades esportivas e o Orange Pass, passe que garante descontos em trens e ônibus. O aluno também pode trabalhar até 20 horas por semana, informa Carole. Para se candidatar a uma bolsa é necessário ter estudado, no mínimo, 150 horas de francês. É possível continuar a estudar a língua enquanto se freqüenta as aulas no próprio país. O EduFrance possui convênios com dezenas de universidades, escolas e institutos franceses, entre eles a Université Sthendal (Grenoble), a Université dOrléans, a Ecole Supérieure de Journalisme de Lille e o Institut dEtudes Politiques de Paris. ESTADOS UNIDOS O Programa Fulbright, criado em 1946, nos Estados Unidos, oferece bolsas que, entre outros tantos benefícios, pagam a passagem de ida e volta do estudante beneficiado. O programa compreende vários tipos de bolsa, entre elas o doutorado sanduíche, o mestrado em língua inglesa, as bolsas de comunicação em parceria com a Time Warner e as bolsas na área de interesse mútuo, onde se aprende os meandros da cultura, história e governo norte-americano. Para o presidente da Associação Brasileira de Fulbrighters, Fernando Félix, o programa ajuda o estudante que tem potencial para trazer benefícios sociais ao Brasil. A idéia é que, após concluir o curso nos Estados Unidos, o profissional retorne ao nosso país para trabalhar na mesma área, contribuindo para a melhoria do serviço, explica, lembrando que, por conta dessa realidade, a Fulbright dá prioridade àquelas pessoas que já estão inseridas no mercado profissional. Os cursos duram, em média, de um a dois anos, prazo que pode ser prorrogado caso a instituição de ensino em que o aluno estiver matriculado se interesse. Para o ano 2000, o programa disponibilizou 67 bolsas de estudos para o Brasil. A seleção é feita a partir de uma entrevista, durante a qual os candidatos devem deixar claro quais os seus projetos profissionais e como irá desenvolvê-los após o término do curso no exterior. Nessa primeira etapa, são eliminados aqueles que a comissão julga inaptos à vaga. Numa segunda fase, são analisados itens como currículo universitário e conhecimento da língua inglesa (é preciso o comprovante de fluência, que pode ser o Toefel ou equivalente, dependendo do curso escolhido). O currículo do aluno também é enviado aos Estados Unidos para avaliação. Após todas estas etapas, são selecionados os melhores alunos, que ainda concorrem com outros estudantes da América Latina. É preciso quebrar o estigma de que estas bolsas só contemplam alunos brilhantes. Não nos interessam as melhores notas, mas os melhores desempenhos, os melhores trabalhos, principalmente os de cunho social, diz Félix. INGLATERRA A Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) dispõe de um programa através do qual seus alunos podem fazer parte do curso de graduação no exterior. Para isso, são necessários requisitos como não possuir nenhuma reprovação, ser maior de 18 anos e ter conhecimento médio ou superior da língua do país em que será realizado o curso. Os programas de cooperação mútua têm duração de seis meses a um ano, e foram firmados com istituições como a Pontificia Universidad Catolica del Ecuador, em Quito, e a Universidad Iberoamericana do México. Aqui, os custos são pagos pelo estudante na universidade de origem. Já a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possui, atualmente, convênios firmados com apenas duas universidades do exterior, uma na cidade do Porto, em Portugal, e outra em Middlesex, Inglaterra. Estamos firmando outros convênios, com instituições na Espanha, provavelmente com a Universidade de Valladolid, diz a coordenadora de Cooperação Internacional (Intec) da UFPE, Suzana Monteiro. Em Middlesex e em Swansea, no País de Gales, são realizados os programas de Dupla Titulação, com um ano de duração. Para ficar a par de todos esses incentivos, o estudante deve se dirigir ao Intec, na própria UFPE, onde disponibilizamos as informações relativas a cada programa, orienta Suzana Monteiro.(F.M.) PROGRAMA FULBRIGHT
Inscrições até amanhã, na sede da
Associação Brasil-América ( ABA), no Recife. Bolsas em
Educação e Comunicação, Mestrado em Língua Inglesa e
Cidadania Participativa, além de Doutorado Sanduíche
(em parceria com a Capes) nas áreas de Arquitetura,
Urbanismo, Artes, Ciência Política, Letras, História,
Comunicação, Psicologia, Administração, Teologia e
outras áreas das ciências humanas e sociais. |
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