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CRUZEIROS O que muda com o novo terminal por Mona Lisa Dourado Em obras desde fevereiro do ano passado, o Terminal Marítimo de Passageiros do Recife deve ser finalmente concluído e entregue à Prefeitura do Recife (PCR) no final deste mês. Estamos em fase de acabamento. Falta apenas a iluminação, a pintura, a colocação dos puxadores das portas e a limpeza final, afirma Isnaldo Reis, coordenador do Departamento de Projetos Especiais da Empresa de Urbanização do Recife(URB). De acordo com Reis, o atraso na reforma do armazém 12, onde o terminal funcionará, foi causado por fatores imprevistos e alterações no projeto original, como a reconstrução de uma parede deteriorada, o nivelamento do piso e reparos no telhado. Embora ainda não tenha definido uma data de inauguração para o empreendimento, a Prefeitura garante que já está se mobilizando no sentido de aumentar a frequência de escalas de cruzeiros marítimos no porto, bem como o período de sua permanência. Segundo Sérgio Saldanha, secretário de turismo, cultura e esportes da PCR, por sugestão de quatro armadores que visitaram o Recife em setembro de 1999 a convite da Prefeitura, está sendo produzido um book de captação de cruzeiros e um vídeo para ser veiculado a bordo dos navios, de forma que os passageiros, ao comprar um pacote de visita à cidade, já tenham algumas informações a respeito de seus atrativos. Além disso, para facilitar o acesso das embarcações de grande porte ao terminal, a primeira parte do projeto de dragagem do estuário do porto está terminada. Todo o costado, desde a entrada da barra até o armazém 14, já tem nove metros de profundidade, o que é suficiente para que os navios modernos possam chegar ao armazém 12 e atracar, assegura Saldanha. De acordo com Carlos Maurício Periquito, um dos integrantes da diretoria de turismo da PCR, também foram feitos contatos com um grupo de empresários interessados em operar roteiros marítimos na costa do Nordeste, tendo por base o Recife. A idéia é que os turistas do Sul/Sudeste e de outros países venham para cá de avião e, daqui, saiam para conhecer o litoral nordestino. Seremos o que Miami é, hoje, para os cruzeiros pelo Caribe, prevê. A estratégica localização do terminal, em pleno pólo de animação do Bairro do Recife, está sendo apontada como um dos principais elementos para o sucesso desses projetos. Dados da Embratur e da PCR indicam que, em 1999, 31 navios aportaram no Recife, com cerca de 700 passageiros cada. Até abril deste ano, foram 17 escalas. Calculando que o turista de cruzeiro gasta US$ 150 durante a parada no Recife (mais do que o dobro de gastos do turista comum), podemos dizer que já tivemos uma injeção de US$ 1.785.000 na economia local no ano 2000. Imaginem quando o terminal estiver funcionando, avalia Periquito. A expectativa é a de que, após a inauguração do empreendimento, o movimento de cruzeiros cresça em pelo menos 20% logo no primeiro ano de funcionamento e o tempo de permanência dos navios ancorados na cidade que atualmente é, em média, de seis horas seja de, no mínimo, uma pernoite. Na opinião do armador Neriton Vasconcelos, da Pier One, não existe no Brasil nenhum terminal marítimo que disponha de condições semelhantes ao do Recife em termos de localização e infra-estrutura, fato que deverá conferir à cidade uma posição de destaque na rota dos grandes navios de passageiros. Na hora de decidir sobre os locais onde farão suas escalas, as companhias de cruzeiro certamente irão privilegiar os portos com instalações mais adequadas ao recebimento de turistas. Neste caso, o terminal do Recife não deixa nada a desejar, afirma. ESTRUTURA Construído com uma verba de R$ 1,5 milhão, financiado pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), o Terminal Marítimo do Recife ocupa uma área de quase três mil metros quadrados, incluindo um novo pavimento e um espaço anexo de uso múltiplo integrado que, quando não estiver servindo para dar suporte ao embarque e desembarque de passageiros, será destinado a eventos culturais, a exemplo de shows e exposições. No térreo, funcionarão os serviços básicos de venda de passagens e check in, além de algumas lojas, um box de informações e postos de atendimento de órgãos públicos, como a Polícia Federal, a Receita Federal, a alfândega e os ministérios da agricultura e da saúde. Já no piso superior funcionará um restaurante com vista panorâmica, além de seis salas comerciais, que poderão sediar agências bancárias, de câmbio e dos Correios. A administração do terminal, segundo informa Sérgio Saldanha, será terceirizada. Uma empresa de consultoria está elaborando um plano de gestão para o espaço a fim de que possamos dar início ao processo de licitação pública, afirma.
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