SÃO PAULO – Os doentes brasileiros terminam o século com 57 genéricos à sua disposição nas farmácias e preços, em média, 40% menores que os dos remédios de marca. De início, o Governo anunciou que eram 89 remédios, eram 26 – a lista traz o mesmo medicamento várias vezes ou porque há mais de um fabricante ou mais de uma apresentação e inclui os de uso hospitalar.
Quem foi à farmácia atrás de genérico e ouviu um não foi logo alimentando uma tese conspiratória, unindo indústrias, médicos e donos de farmácia. Hoje, porém, os balconistas logo oferecem o genérico – quando existe – para quem pede remédio de marca.
Ponto para o ministro José Serra, que fez um acordo para conter altas de preços dos medicamentos e conseguiu emplacar a lei que isenta 1.200 remédios do pagamento de alguns impostos.
Com a nova lei e o acordo de preços, a expectativa é que os remédios se tornem mais acessíveis para o brasileiro. Mas ainda é pouco. O ideal, e o ministro é o primeiro a reconhecer, seria que a população de baixa renda tivesse remédios de graça.
Em Portugal, o preço é resultado da comparação com os valores pagos pelo consumidor em três países de referência: Itália, França e Espanha. O consumidor arca com uma parcela do preço e o Estado com a outra fração. A receita é enviada para a farmácia e o sistema de saúde faz o ressarcimento.