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RETROSPECTIVA 2000 III
Exposição de Rodin foi destaque

O Beijo, O Pensador, A Exposição. Nada poderia ser mais grandioso para Pernambuco que a cuidadosa chegada em Recife das caixas que levavam algumas das mais importantes esculturas de Auguste Rodin (foto). O sonho e plano do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, o Mamam, finalmente se concretizou. Resultado: mais de 50 mil pessoas presentes no museu. O número que quase se concretiza em outra exposição no Recife, O Brasil e os Holandeses, que reabriu o espaço Bandepe no Recife Antigo, espaço este que ainda não está completamente reestruturado em sua administração e que deverá receber mais exposições mesmo em 2001.

Outro local aberto para exposições, tanto de artes plásticas como em fotografia e cartuns foi a Torre Malakoff. Antigo e abandonado prédio do Recife Antigo, reinauguração da torre também era um daqueles planos que há muito estava no papel e nunca se fazia concreto.

Além de Rodin, o Mamam recebeu apenas outra grande exposição este ano, só que de uma origem bem mais próxima: Tereza Costa Rego. A Fundação Joaquim Nabuco por sua vez foi a responsável por uma aquecida maior nas mostras de artistas locais e também presenteou os pernambucanos com o segundo módulo do projeto do Itaú Cultural, Rumos Visuais.

No Brasil, o grande acontecimento ficou mesmo por conta da mostra Brasil + 500, que, como indica o título, fez uma retrospectiva dos 500 anos pós-Pedro Álvares Cabral ter chegado à ilha de ‘Vera Cruz’. A exposição reuniu da carta de Pero Vaz Caminha a Portugal até objetos usados pelos índios na época da colonização. Entre essas peças estava uma manta, guardada na Europa, que fez uma tribo brasileira chorar pelo seu passado, literalmente, roubado.

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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000
Domingo