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RETROSPECTIVA 2000 IV
Um ano movimentado para a música
Shaw Fanning queria apenas trocar umas músicas com seu amigo internauta e terminou causando a maior de todas as polêmicas da indústria fonográfica. O adolescente é hoje protagonista de uma briga que ainda promete render muitas e muitas causas na justiça e discussões entre os próprios músicos. Sua cria, o Napster é um programa de computador que troca músicas na Internet a custo zero. Por causa disso, aliás, o Napster foi eleito o melhor disco do ano pela revista de música mais conceituada da Inglaterra, a Spin.
No Brasil, além da discussão da música gratuita, os artistas trabalharam bastante. Caetano Veloso ganhou o já esperado Grammy de World Music, pelo disco Livro e o Rei Roberto Carlos respirou fundo e conseguiu voltar ao palco e aos estúdios, mesmo lembrando da falecida esposa Maria Rita em todas suas músicas. O seu show de retorno, aliás, aconteceu no Recife onde não somente os fãs, mas a imprensa de todo o País se concentrou para assistir à reação de sua majestade novamente em cena.
Em Pernambuco, mais um ano de intensa produção de estúdio e até mesmo de edição impressa (!): Nação Zumbi, Devotos, Faces do Subúrbio, Matalanamão e mundo livre s/a lançaram seus discos com relativo sucesso de vendas e, em comum, tiveram seus CDs produzidos por selos independentes, provando que nem só de grandes gravadoras vive mais o mercado. O novo disco do mundo livre, Por Pouco, chegou até a ganhar o posto de melhor do ano, segundo a maior parte dos críticos brasileiros. Quanto ao quesito impresso, o mérito ficou com o jornalista José Teles que, no livro Do Frevo ao Manguebeat, recapitulou os maiores acontecimentos da música pernambucana.
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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000 Domingo
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