Extremos, novidades e releituras. 2000 foi um ano de intensa produção cultural em todo o mundo
por CAROL ALMEIDA
Os holandenses voltaram ao Recife, os índios se emocionaram ao reencontrar sua manta roubada, o Rei chorou diante de seus súditos e uma cantora islandesa de traços estranhos ganhou o prêmio de melhor atriz por um filme que ela se recusou a fazer. Sem qualquer sombra de 1999, 2000 foi um ano de grandes acontecimentos culturais, tanto em Pernambuco, quanto no Brasil e no Mundo. Em 2000, o que há muito já se concebia como lenda, virou realidade: a reabertura do secular Teatro Santa Isabel e a exposição em Recife de Auguste Rodin, o mestre da escultura francesa, são exemplos disso.
O último ano que antecedeu o novo milênio presenciou fenômenos como o do jovens Harry Porter, o mago de venda nas livrarias de todo o mundo, e Shaw Fanning, o adolescente que revolucionou a distribuição de música no planeta. 2000 assistiu ao funeral do criador do Snoppy, Charles Schulz e se despediu do jornalista e pensador Barbosa Lima Sobrinho. Por outro lado, foram lembrados este ano o centenário que Gilberto Freyre estaria completando, os 100 anos sem Nietzsche e Eça de Queiroz, os 50 anos da televisão brasileira. Os dias no ano de 2000, sem dúvida, foram mais agitados: prenúncio talvez de um milênio cheio de acontecimentos que darão à cultura um poder cada vez maior de uma sociedade tão apegada a simbologias.