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RETROSPECTIVA 2000 II
Abertura do Santa Isabel e Festival de Teatro marcaram o ano

Quando no dia 12 de dezembro deste ano o Teatro Santa Isabel reabriu suas portas para o público pernambucano, cinco anos e meio de reforma se esvairam em puro glamour. Parecia que o tempo havia delineado a imagem daquele prédio secular em um monumento nunca tão esperado pela população local. Mas esta cena reflete não somente o estado de espírito daquela reabertura em si, mas sim do teatro pernambucano, enquanto estrutura física e ideológica. 2000 foi o ano em que a produção local (re)fez tudo para começar do nada. (Re)aqueceu sua criatividade com peças como Abelardo e Heloísa, de Carlos Carvalho e a grande estréia de João Falcão, A Máquina, que no dia 27 de janeiro inaugurou o espaço que antes servia de festas e hoje também abriga peças: o Armazém 14.

2000 também foi o ano em que se (re)lançou o Festival de Teatro do Recife, parado no ano passado por falta de incentivos e que em sua nova edição trouxe a tão esperada e controversa Cacilda, de Zé Celso Martinez Corrêa. E, além do Santa Isabel, o espaço que também (re)abriu foi o Teatro do Parque, agora climatizado e com novas cadeiras. No Recife Antigo, foi inaugurado o Complexo Apolo Hermilo Centro de Formação que, além de servir como mais um palco para apresentação de peças, funciona como uma escola de formação de atores e técnicos das artes cênicas. Até mesmo o ‘maravilhoso-mundo-do-consumo’, o shopping, cedeu seu espaço às artes cênicas com a inauguração do Art Plex, no Shopping Guararapes.

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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000
Domingo