O Parque Memorial Arcoverde é um capítulo à parte no Complexo de Salgadinho. Por estar dentro das barreiras criadas pelo sistema viário, o parque quase não atrai visitantes, apesar de ser o maior equipamento da região. “Ele não é disponível para o público porque o acesso é muito complicado”, analisa Vitória Andrade.
Para a arquiteta, o parque não funciona porque não tem relação com o sistema viário, além de ter problemas com conforto e segurança. A freqüência média mensal é de apenas 1.300 pessoas. “É necessário um novo estudo para o local, que pode ser explorado com outro tipo de lazer, mas não como um parque que existe hoje”.
No mesmo terreno também funciona o Espaço Ciência, voltado para a educação ambiental, que atrai basicamente pequenos grupos de estudantes em visitas escolares. O Parque Memorial Arcoverde foi criado em 1991, “inspirado no conceito moderno de cinturões verdes entre aglomerações urbanas”, explica Vitória Andrade.
Segundo ela, em 1980 a Fidem (Fundação de Desenvolvimento Municipal) tentou criar o Parque Metropolitano do Salgadinho nos espaços resultantes do sistema viário. “Buscava-se criar uma nova área de lazer metropolitana, destinada à prática de esportes e à contemplação da paisagem natural”, diz.