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RETROSPECTIVA 2000 III
Falta de estrutura dos hospitais é exposta

As denúncias contra a infra-estrutura dos grandes hospitais do Sistema Único de Saúde de Pernambuco e a superlotação dessas unidades por causa das falhas na municipalização dos serviços foram constantes no ano de 2000. A população do Estado ainda enfrentou um surto de leptospirose provocado pela enchente de agosto – em dois meses foram registrados 266 doentes e 19 mortes.

Mais um ano sem contar com uma cobertura ampla de saneamento básico fez Pernambuco permanecer com doenças como a cólera e a dengue. A primeira atingiu numa só ocasião, no mês de janeiro, um grupo de detentos do Presídio Aníbal Bruno. A segunda, embora tenha registrado uma queda na capital, expandiu-se no Sertão, com a formação de novos focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

Um banco de sangue privado, o Instituto de Hematologia do Nordeste (Ihene) foi interditado temporariamente pela Vigilância Sanitária sob suspeita de fornecer sangue divergente ao do receptor. E uma Comissão Parlamentar de Inquérito chegou a ser instalada na Assembléia Legislativa para apurar irregularidades na fabricação, distribuição e venda de medicamentos.

Os fatos positivos ficaram por conta dos investimentos do Ministério da Saúde no Lafepe e Hemope, que se tornarão referência no País. Para melhorar a assistência médica, a Secretaria Estadual de Saúde criou uma central de parto, interligando 20 maternidades. Iniciou reformas nas grandes emergências e construiu a primeira policlínica do interior.

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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000
Domingo