O economista e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Tarcísio Patrício de Araújo comentou que “qualquer crescimento do emprego é muito bom”, se referindo à previsão de que haja uma diminuição do índice de desemprego em 2001.
“O problema é que esse crescimento é pequeno para absorver a quantidade de gente que entra, anualmente, no mercado de traballho”, alegou o economista.
A população economicamente ativa (aquela que está em idade de estar no mercado de trabalho) cresce, em média, 2% a 2,5%, anualmente.
A produtividade da economia (que é o quanto as empresas crescem em produtividade) cresce uma média de 3% ao ano. Com o incremento desse índice, também a uma liberação da mão-de-obra.
Na opinião do economista, o ideal seria que houvesse um crescimento de 5,5% a 6% do emprego anualmente para que fosse absorvida a mão-de-obra que está entrando no mercado de trabalho. O professor considera que 7,5% é uma taxa de desemprego muito alta, principalmente porque a economia brasileira está retomando o crescimento com taxas modestas.
PERSPECTIVAS – O diretor da Fiação e tecelagem São José, o empresário Oscar Rache Ferreira também defende que o Brasil deveria crescer, no minímo, 5% no próximo ano. “O ideal seria um crescimento de 6%, já que 4% é apenas razoável”, comentou.
Ele acredita que com o crescimento da economia em 2001, a taxa de desemprego deve cair.
“Além da otimização da capacidade instalada, as empresas também estão amadurecendo projetos que devem resultar em novas unidades”, falou o empresário.
O setor têxtil em Pernambuco foi um dos que apresentou o maior crescimento no ano 2000, com um incremento médio de 15% no seu desempenho.
Para 2001, a expectativa é de que o setor cresça de 8% a 10% em Pernambuco. No mesmo período, o crescimento do setor em todo o Brasil deve ficar entre 6% a 8%..