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RETROSPECTIVA 2000
Com dinheiro em caixa, Estado inicia obras

por MARIA LUIZA BORGES E EQUIPE DE ECONOMIA

O ano 2000 teve como grande marco a entrada de recursos no caixa do Estado de Pernambuco, com a privatização do principal ativo do Estado, a Celpe. Com a injeção de R$ 1,7 bilhão, o Governo assumiu obras federais e tirou do papel projetos estruturadores que devem garantir uma mudança significativa na economia do Estado.

O primeiro projeto a se materializar foi a duplicação da BR-232 entre Recife e São Caetano. A maior obra viária em andamento no País deve ficar pronta em 2002 e interiorizar em direção ao Agreste a Economia do Estado. Para compensar a entrada de recursos estaduais numa rodovia federal, a União vai bancar a construção de um novo terminal de passageiros no Aeroporto dos Guararapes, obra que será iniciada em 2001. Obras da área de saneamento, como a Adutora do Oeste e de Jucazinho, também foiram retomadas com dinheiro do Estado. Em dezembro, o Governo anunciou mais uma grande obra: a triplicação da PE-15.

Do ponto de vista das contas públicas, foi o ano da busca do ajuste fiscal. Houve aumento de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por conta de acordos fechados com vários setores e o cerco à sonegação. No setor de combustíveis, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades fez a arrecadação mensal nessa área dobrar. herança da administração anterior.

Para os servidores estaduais, que amargaram o sexto ano consecutivo sem aumento, pelo menos o ano foi encerrado com os salários (13º e dezembro) em dia. No entanto, a alíquota previdenciária que incide sobre os proventos da categoria passou de 10% para 13,5%. O sistema previdenciário e o de saúde passaram a operar de forma separada. A gestão da área de saúde só deve definida em 2001.

TARIFAS – A Compesa vai começar 2001 com um reforço no caixa. Desde dezembro, consumidores estão arcando com um aumento tarifário entre 21% e 35,36%. Apesar das ações movidas por uma ONG e pelo Ministério Público, o presidente do TJPE, Nildo Nery, acatou o aumento. Outro reajuste anunciado pelo Governo foi no preço do gás natural veicular e industrial, de 12,39% e 12,41%, respectivamente.

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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000
Domingo