No dia 17 de fevereiro, o Governo do Estado privatizou a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) por R$ 1,78 bilhão. O maior ativo do Estado foi vendido em leilão com apenas um concorrente: o consórcio Guaraniana, formado pelo grupo espanhol Iberdrola (líder), a Caixa de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e o Banco do Brasil Investimentos (BB Invest). As expectativas em torno do ágio que poderia ser pago pela Celpe foram frustradas na véspera do leilão, quando o grupo norte-americano Utilicorp United anunciou a sua desistência da disputa.
Mesmo assim, o governador Jarbas Vasconcelos mostrou-se satisfeito com o resultado da principal privatização de Pernambuco. No primeiro ano de controle da ex-estatal, os espanhóis mostraram que têm fôlego para investir alto. Dispensaram o financiamento oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pagaram R$ 1,78 bilhão com recursos próprios.
Depois, avisaram que iriam duplicar a capacidade da termelétrica exigida no edital de privatização. Em vez de instalar uma usina de 240 megawatts (MW), o grupo anunciou que iria implantar uma térmica de 480 MW (já ampliada para 500 MW). O prazo de implantação também mudou. No lugar das duas etapas de construção, a Termopernambuco vai iniciar suas operações, de uma vez, no final de 2003. Por fim, a Iberdrola antecipou as parcelas de pagamento ao Estado. No dia 4 de julho, o consórcio quitou a segunda e a terceira parcelas de forma antecipada.
COMPESA – Já o processo de privatização da Compesa não deu grandes avanços este ano. Foram escolhidos os consórcios para a avaliação econômico-financeira e preparação de uma modelagem. Mas as disputas entre Estado e municípios sobre quem tem o direito à concessão do saneamento devem retardar o leilão, que talvez não acontecça em 2001.