A realidade é que em apenas 2h40m a ‘maravilha náutica’ do século estava sob as águas do Atlântico
O Titanic nasceu de um sonho: o de que era possível construir um navio à prova de naufrágio. Quando ele foi lançado ao mar, cerca de 100 mil pessoas estavam assistindo a sua partida. Todos os números da embarcação eram fabulosos. Em 1912, o custo total atingia US$ 7,5 milhões(US$ 400 milhões em valores atuais). Sua altura da ponte de comando à quilha era equivalente a um prédio de 10 andares.
Os passageiros que embarcaram no Titanic encontraram um palácio flutuante, com instalações que nada ficava a dever aos melhores daquele tempo: piscina, quadra de squash, banho turco e ginásio de esportes. Tudo era belo e parecia perfeito. “Nem mesmo Deus não poderia afundar este navio”, chegou a dizer um marinheiro do Titanic a um dos passageiros.
No entanto, às 23h40m de 14 de abril de 1912, um domingo, o Titanic roçou seu estibordo (o lado direto do navio) num iceberg de 18 metros de altura. Como em muitos aspectos desta tragédia, existem controvérsias sobre a extensão dos estragos: alguns dizem que o gelo fez um enorme estrago no casco e abriu um buraco de 100 metros. Outros, dizem que pequenas rachaduras horizontais permitiram que a água invadisse o convés do navio e provocasse a tragédia.
Mas o que se sabe de concreto é que em apenas de 2h40m, o navio estava inteiro embaixo d’água, cuja temperatura beirava 0º C. Ao todo 1.523 morreram nas águas geladas do Atlântico Norte. Desse total, apenas 306 corpos foram recuperados. Dos 337 passageiros da primeira classe, 60% sobreviveram ao acidente da noite de 14. Dos 285 da segunda classe, 44% escaparam. Nas terceira classe, apenas 25% dos 721 sobreviveram. Entre os tripulantes esse número ainda foi menor e apenas 24% dos 885 escaparam para contar a história.
Embora o Carpathia, primeiro navio a chegar ao local da tragédia, tenha chegado às 4h10 da segunda-feira, muitos corpos haviam congelado e pouco pode ser feito.
LUSITÂNIA – Outra embarcação que merece ser lembrada como uma das mais importantes do século XX é o transatlântico inglês lusitânia – a embarcação mais veloz já vista, ao menos até antes do Titanic. Fez sua primeira travessia do Atlântico em cinco dias e 54 minutos, batendo em seis horas o recorde anterior.
Para orgulho dos ingleses, a indústria naval resolveu investir pesado em outros transatlânticos. Toda essa ostentação e poderio corria sob olhares atentos dos alemães que acreditavam que os transatlânticos poderiam ser transformado facilmente em poderosos cruzadores de guerra e cargueiros de armas.
Em 1915, com a Europa envolvida na I Guerra Mundial, o Lusitânia foi atingido por um barco torpedo alemão e afundou. Morreram 1.198 passageiros.