A frase o ‘jornalismo é uma cachaça’ nunca foi tão bem empregada quanto para ilustrar o sentimento de Sílvio Oliveira para com a profissão que resolveu abraçar. Mesmo tendo concluído o curso de Direito, ele optou por seguir o caminho dos bloquinhos de anotações, canetas e máquinas de escrever. Para a família, a homenagem é muito justa, já que Sílvio encarava o jornal como a extensão de sua casa e os companheiros como uma família.
Jane Mattoso Oliveira, viúva de Sílvio, conta que ele desde os tempos de colégio, ainda no Marista, já cuidava do jornal escolar dando os primeiros passos na carreira. “Aos 16 anos, já estava respirando o ar e o clima da redação. Depois chegou a exercer a advocacia e o jornalismo, mas ao final decidiu pelas suas paixões: o jornalismo e o futebol”, recorda resumidamente, Jane.
O casal viveu 26 anos junto, e destes, nenhum mês sequer foi longe de umjJornal. “Alguém tinha que convencê-lo a tirar férias, já que ele não gostava de se afastar da redação. Vivia dizendo que em jornalismo todos deviam vestir a camisa”, relata. Outro fato que serve para ilustrar a adoração de Sílvio pelo ofício é a curiosidade dele em saber como andavam as vendas dos jornais em bancas.
“Não é por ter sido meu marido, mas Sílvio era muito importante para o desporto pernambucano, por isso acho muito justa essa homenagem do Jornal do Commercio”, justifica.
Silvinho Oliveira, 18 anos, filho do homenageado, também agradece a recordação à memória de Sílvio. “Eu acho uma honra estar representando meu pai, que tanto contribuiu para o jornalismo esportivo e para o futebol pernambucano”.