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HIPISMO
Marcelo ainda é o destaque do estado

Mesmo não tendo feito uma boa temporada em 2000, Marcelo Zonari Veiga ainda é o mais respeitado cavaleiro pernambucano e pode trocar o Recife por São Paulo, a convite do novo presidente da CBH

por JOSA MACEDO

Indiscutivelmente, 2000 não foi um bom ano para o jovem Marcelo Zonari Veiga, embora ele ainda seja o melhor cavaleiro de Pernambuco. São muitas suas conquistas em nível nacional.

Aos 18 anos, o principal defensor da blusa azul e branca da Federação Eqüestre de Pernambuco permanece como uma espécie de hour concurs nos concursos de equitação local e da região.

Segundo os mais antigos, Marcelo Zonari Veiga só é comparado em Pernambuco aos ex-cavaleiros Augusto Coutinho e Rogério Castro e Silva, que em épocas passadas elevaram o hipismo de Pernambuco em níveis internacionais, com participações brilhantes nas competições promovidas pela Confederação Brasileira de Hipismo. “Marcelinho é o cavaleiro que eu vi atuar do início até a idade atual, ganhando tudo o que tinha de ganhar”, define o general Antenor de Santa Cruz Abreu, que está passando o bastão de presidente da Confederação Brasileira de Hipismo ao também general Camilo Ascar Júnior.

O sucessor do general Antenor de Santa Cruz Abreu está tentando convencer o pai do principal cavaleiro de Pernambuco, Roberto Veiga, a transferir Marcelo Zonari Veiga para a Federação de Hipismo. “Só depende do pai dele a transferência do atleta”, afirma Camilo.

OUTROS DESTAQUES – Depois de Marcelo Zonari Veiga, ninguém ganhou mais título na temporada de 2000 do que Pedro Russo, 12 anos. Apoiado pelo pai, Beto Russo, e patrocinado por Leite de Rosas, o jovem cavaleiro deitou e rolou na temporada de 2000, repetindo o sucesso do ano anterior. Pedro foi campeão brasileiro individual e por equipe, campeão do Pernambucano e do ranking estadual, do ranking do Circuito Norte-Nordeste e vice-campeão do Campeonato Norte-Nordeste, além de ter sido campeão do Grande Prêmio Eduardo Falcão, da Copa Pernambuco e do Beatiful da Bahia.

CAMPEÕES – O presidente da Federação Eqüestre de Pernambuco, Fernando Barbosa, prefere não individualizar a escolha. Para ele todos os 13 atletas campeões brasileiros foram destaques: Fábio Genes, campeão brasileiro individual minimirim e por equipe, junto com os irmãos Josemar e Daniel Cavalcanti Bezerra Leite, e Artur de Paula L. Almeida; Maria Isabel Lima, campeã individual e também por equipe, no infantil, com Pedro Russo, Tomás Brandão e o seu filho Fernando José de Freitas Barbosa Neto; Maria Luíza Dourado Paiva, no juvenil, por equipe, com Marília Lima, Gustavo Rabelo e Felipe Moreira Braga; além de Marcelo Zonari Veiga, que foi vice-campeão brasileiro individual de jovens cavaleiros.

Fernando está com um pé dentro da Federação Eqüestre de Pernambuco e outro fora. Tudo por conta da escolha do jovem Josemar Cavalcanti Bezerra Leite para representar o hipismo na festa dos “Melhores do Ano”, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes, semana passada na sede do clube Português. Fernando ameaça renunciar à presidência da FEP. “Não estou no cargo para administrar vaidades”, avisa. “Indicamos Josemar porque ele foi a grande revelação da temporada, obtendo boas colocações em apenas dois anos de pista”, esclarece Barbosa, mostrando o currículo do ginete, de 12 anos, que começou em 98 na série escola, sendo vice-campeão pernambucano e do Norte-Nordeste, na categoria. Em 99, ele foi terceiro lugar no ranking Pernambucano e do Norte-Nordeste, na categoria estreante. Em 2000, no minimirim, foi vice-campeão pernambucano, campeão brasileiro por equipe, quarto lugar individual e líder do ranking pernambucano e do Norte-Nordeste até agosto quando subiu para a categoria mirim. E, finalmente, no mirim, foi vice-campeão do Norte-Nordeste, em Alagoas; campeão e vice-campeão da sétima etapa do Circuito Norte-Nordeste, na Bahia; campeão e vice-campeão na oitava etapa do mesmo circuito, no Recife, quinto lugar no Concurso de Saltos Internacional Agromem, em São Paulo, e terceiro lugar no Concurso de Saltos Nacional válido pela Copa sul-América Max Mil, na Bahia.

VAIDADE – Na verdade, o hipismo é o único esporte onde o melhor não é aquele que eleva o nome de Pernambuco, conquistando vitórias importantes dentro e fora do Estado. Marcelo Zonari Veiga não é unanimidade entre os admiradores do esporte da equitação. Para a maioria dos pais, o importante é que os õrgãos de imprensa destaquem os feitos dos seus filhos para facilitar o apoio de um patrocinador. Por isso o clima fica pesado nos dias dos concursos.

“É um erro não reconhecer em Marcelo Zonari Veiga o melhor representante do hipismo pernambucano, É só comparar a sua performance nas competições nacionais e internacionais e os títulos por ele obtido”, observa um dos freqüentadores do Caxangá, que prefere não ser identificado para não crucificado por outros hípicos.

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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000
Domingo