Nos segmentos de hardware, software e programação, a Informática em 2000 também reservou algumas supresas, além de consumar outras tantas expectativas.
Sem dúvida, a briga mais quente do ano nessa área foi pela liderança do mercado de processadores, cujos principais protagonistas foram a Intel e a AMD. Nesse sentido, o lançamento do Pentium 4 representou o capítulo mais importante da disputa.
Inaugurando uma nova arquitetura e com um barramento de memória de 400 MHz (enquanto a do Pentium 3 era de apenas 133 MHz), o chip abre uma nova geração de processadores, que até agora era baseada na família Pentium PRO, de 1995.
INOVAÇÃO – O barramento USB, que se destina a substituir as interfaces serial e paralela de periféricos e acessórios, a exemplo de teclado, mouse, impressora, webcam, scanner etc, foi uma das tecnologias que se consolidaram este ano. Abraçada pela indústria com entusiasmo, a inovação apresenta como vantagem a possibilidade de conecção de até 128 dispositivos sem que haja conflito de hardware, uma vez que basta acoplar os equipamentos para que o Windows os reconheça.
A proliferação de PCs baratos também foi um fato marcante em 2000, que, se por um lado objetivou popularizar a Internet, por outro sacrificou a qualidade das máquinas, cujos fabricantes, em muitos casos, passaram a utilizar material de segunda linha.
No caso dos softwares, embora não tenha havido muitas novidades, vale destacar o crescimento do sistema operacional Linux, que vem ganhando cada vez mais adeptos.
Para os produtores locais de programas, o ano foi de muito trabalho, mas também de visibilidade e projeção tanto em mercados externos, no Brasil e até no exterior, como no próprio Estado. ”Empresas cresceram, fizeram contratações e entraram em outros segmentos”, comemora o presidente da Associação das Empresas de Softwares e Serviços de Informática, Roberto Monteiro.
Outra previsão para 2000 que se concretizou foi a explosão da linguagem Java, a qual, orientada a objetos, está sendo utilizada no desenvolvimento de diversos tipos de novos sistemas, desde os comerciais até os móveis, empregados em palmtops e telefone celular.
Para concorrer com o Java, a Microsoft anunciou também este ano o desenvolvimento da linguagem C#, que ainda não está disponível comercialmente, mas promete facilidades para criação de sistemas que rodem em plataforma Windows.