LG_jc.gif (3670 bytes)

INTERNET
Ano de ajustes para companhias pontocom

Fazer uma retrospectiva dos principais acontecimentos do ano 2000 leva inevitavelmente a lembrar da queda da Nasdaq, a Bolsa de Valores norte-americana das empresas pontocom, como um dos fatos de maior destaque relacionados à Internet.

Sem dúvida, os abalos da bolsa eletrônica vieram apontar novos caminhos para a Web em todo o mundo, determinando o fim do amadorismo e das aventuras na Rede, para inaugurar um novo período de cautela e adoção de critérios mais rigorosos no finaciamento de projetos virtuais.

BOM SENSO – A euforia inicial provocada pelo sucesso das primeiras empresas pontocom, que tiveram uma boa idéia aliada a um grande aporte de capital, cedeu lugar ao bom senso que se traduziu num processo de seleção natural do mercado, no qual só as empresas mais calcadas sobre os pilares das regras da ‘velha e boa’ economia sobreviveram. Muitos projetos foram, assim, suspensos ou até mesmo cancelados.

Uma conseqüência direta dessa atmosfera no Brasil, que veio se somar ao contexto global, foi a derrocada, depois de um meteórico desenvolvimento, dos serviços de acesso gratuito à Internet. “Toda essa reviravolta representou uma espécie de ‘caímos na real’, mas foi um processo positivo no sentido de corrigir uma rota que levava a uma direção perigosa, montada em cima de bases não-reais”, analisa o diretor-presidente do Iteci, Merval Jurema.

Os tremores da Nasdaq não chegaram, no entanto, a prejudicar severamente o crescimento do e-commerce, que ruma a passos galopantes, tendo registrado um aumento de 200% no período do Dia das Crianças, índice que se esperava superar no Natal.

No encalço desse alardeado profissionalismo da Web e do crescimento do comércio eletrônico, o segmento de segurança ensaiou uma certa expansão em 2000, com a descoberta de sua importância por parte de grandes provedores, bancos, instituições e empresas.

Especialistas revelam, por outro lado, que ainda não houve uma conscientização satisfatória quanto à correta utilização das soluções adotadas, o que justifica as diversas invasões hackers ocorridas durante o ano. “As empresas ainda acham que adquirir um programa é suficiente para garantir a segurança, sem vislumbrar que para obtê-la é preciso elaborar uma política estratégica de prevenção”, afirma o engenheiro de segurança do Cesar Evandro Curvelo.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 27.12.2000
Quarta-feira