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RETROSPECTIVA 2000 II
Violência continua na terra sagrada

Depois de 22 anos de ocupação, Israel retirou, em 24 de maio o último soldado do sul do Líbano e levou de volta suas tropas às fronteiras reconhecidas internacionalmente. A saída do Líbano, no entanto, não ajudou em nada o processo de paz com os palestinos. Em menos de um ano, cerca de 348 pessoas (a grande maioria palestinos) morreram em confrontos nos territórios palestinos e em atentados terroristas em cidades israelenses.

O assassinato (por soldados israelenses) de uma criança junto com seu pai (estampada no painel acima) provocou o recrudescimento da violência. Em 9 de dezembro, o primeiro-ministro israelense Ehud Barak anunciou sua renúncia e apresentou-se como candidato às novas eleições para o cargo. Desgastado e pressionado pela opinião pública israelense e pelos partidos ultra-ortodoxos, Barak não aceitou um plano de paz oferecido pelo presidente norte-americano Bill Clinton, que sugeria a soberania da Esplanada das Mesquitas para os palestinos, mas que também impedia a volta de cerca de 3,4 milhões de refugiados palestinos aos territórios. A paz continua difícil em Israel.

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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000
Domingo