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RETROSPECTIVA 2000 V
Pinochet, livre, volta para o Chile
O ex-ditador chileno Augusto Pinochet deixou o Reino Unido, em 2 de março, rumo ao Chile, após um ano e quatro meses detido em Londres, acusado de violar direitos humanos em seu governo (1973-90). O governo britânico negou pedido de extradição feito por juiz da Espanha, alegando que a saúde de Pinochet era precária. Em 5 de junho, a Corte de Apelações de Santiago confirmou a cassação da imunidade parlamentar à qual Pinochet tinha direito por ser senador vitalício. A decisão abriu caminho para que o ex-ditador seja julgado sob acusação de crimes contra os direitos humanos cometidos durante o seu governo.
A Justiça argentina também pediu, em 27 de outubro, a extradição do ex-ditador, por suposto envolvimento no atentado a bomba que matou o general chileno Carlos Prats em 1974, na Argentina.
Pinochet deverá ser submetido a exames médicos antes que possa ser interrogado no Chile, mas políticos e autoridades chilenas não acreditam na condenação do ex-presidente. O juiz Juan Guzmán Tapia ordenou que Pinochet seja submetido aos exames antes de ser julgado para que possa ser considerado capaz de responder aos processos.
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Jornal do Commercio
Recife - 31.12.2000 Domingo
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