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Mais do que ambulância Graças à aprovação da emenda constitucional nº 29, estados e municípios foram obrigados a aumentar os investimentos em saúde. A medida já fixou as aplicações em 7% do orçamento, desde setembro passado. Até 2004, aos estados caberá destinar 12% para o setor. Os municípios devem repassar 15%. A partir desse ano que parece bem promissor, a saúde vai receber recursos do ICMS, IPVA, IPTU, ISS, fundos de participação dos estados e municípios. A notícia é uma esperança para o tão sucateado Sistema Único de Saúde, que, na maioria das cidades brasileiras, não funciona como prevê a Carta Magna de 1988. A emenda ainda não deve ter sido muito bem-digerida por um grande número de governadores e prefeitos do País. Na teoria, todos defendem a saúde. Histórias de campanhas eleitorais estão recheadas de discursos inflamados em defesa do setor. No entanto, na hora de cada um fazer a sua parte, esbarra-se no maior obstáculo: ninguém quer tirar do seu orçamento. Para muitos, o dinheiro deveria cair do céu. Como, infelizmente, isso não acontece, a maioria da população é condenada ao castigo de marcar consultas de madrugada, correndo o risco de só conseguir meses depois, e a sair de cidades distantes para tentar tratamento nos grandes centros urbanos. Essa realidade pode mudar, desde que os governantes entendam que investir em saúde não é, apenas, comprar ambulâncias para transportar eleitores do interior para as capitais. Não dá pra nada Na condição de pai de uma garota deficiente, o leitor Firmino Júnior faz um apelo ao secretário de Administração, Maurício Romão: que aumente o abono pago pelo Estado aos funcionários com filhos excepcionais. O valor atual é de R$ 15,10. Para quem ganha menos de R$ 500,00 (o caso da esposa de Firmino), esse dinheiro é simbólico. Não quer contribuir Paulo Carvalho é funcionário público aposentado, sem aumento (como todos) há mais de seis anos. Desde março, vem sendo descontado de seu contracheque o valor de R$ 11,90 para o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol). Por diversas vezes, tentou sustar o desconto. Sem sucesso. Não sei nem onde fica esse tal Sinpol, diz, revoltado. Sem atendimento 1 O leitor José Maria Santana não está nada satisfeito com o atendimento do Corpo de Bombeiros. Na semana passada, ele acionou o órgão para apagar um enorme fogo na frente do prédio onde mora (Edifício Miguel Nunes, na Rua Professor Othon Paraíso, Torreão). Prometeram, inicialmente, mandar uma viatura. Sem atendimento 2 A fumaça, segundo José Maria, entrava pelas janelas e aberturas dos corredores, deixando todos sufocados. Quem mais sofreu foi um bebê recém-nascido e uma criança asmática. Na segunda tentativa, o atendente do serviço 193 sugeriu aos moradores que chamassem a polícia. O leitor só não sabia que o pessoal da polícia também apagava fogo. Aviso aos leitores do JC nas Ruas A partir de amanhã, a jornalista Cláudia Lucena entra de férias. Durante todo o mês de janeiro, a coluna JC nas Ruas será assinada pela jornalista Cláudia Parente. O telefone para contato é o mesmo: 3419.2123. A partir das 14h. Oficina literária infantil Vivendo Contos de Fada é o nome da oficina literária infantil que acontece neste mês de janeiro, na Fundação Joaquim Nabuco, no Derby. Quem ministra é as arte-terapeutas Francisca Freyre e Camilla Guerra. Informações: 3442.3468. Que seja melhor O Hospital dos Servidores do Estado (HSE) começa o ano de 2001 treinando todo o staff de funcionários. A intenção é melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. Os usuários, mais do que nunca, estão torcendo por isso. Apoio a projeto Quem quiser ajudar o Projeto Hora de Acolher, da Cruzada de Ação Social, deve comprar os pimpolhos (bonecos de farinha e bolas de encher) feitos pelas mães de crianças carentes de São Lourenço. À venda no Parraxaxá, Sushimi, Chinatown, Steffano, London Pub e Come-Come. email: claudia@jc.com.br |
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