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Feliz Ano Novo Hoje, último dia do ano, quero desejar um feliz 2001 aos leitores desta coluna, e mandar o meu abraço aos torcedores pernambucanos, alvirrubros, tricolores e rubro-negros. Também aos dirigentes, que dão tudo ao clube e não tiram nada. Não estou querendo ser bonzinho não, mas é fim de ano e a gente tem que dizer essas coisas. Infelizmente, não tenho como esconder as decepções que sofri. Coisas que eu esperava e não chegavam. Do Náutico, que é o meu clube, eu queria um título de campeão e nem de vice recebi. O timbuzinho viveu um ano de sufoco, judiado e judiando, com jogadores sem receber o salário e ameaçados de despejo. Até o presidente, que ia tão bem, renunciou. Do Sport, onde fiz grandes amigos, esperava votar na eleição que movimentou o clube rubro-negro, mas não me mandaram o título de sócio patrimonial e fiquei a ver navios. Foi até bom. Certamente, os inquisidores leoninos descobririam que sou alvirrubro, e a minha cabeça seria mais uma a rolar na Ilha do Retiro. Do Santa Cruz, esperei tudo, até um título protestado que não veio. Confundi protestante com protestado. É uma pena que os pastores tenham deixado o Arruda. Para salvar o Santa tem que ser um padre. O Padre Nosso que está no céu. Pelo menos recebi do clube coral uma linda lanterna da Copa João Havelange. Tem coisas que a gente não entende. Um clube com a iluminação que tem, atrás de uma lanterna. E parabéns aos oito notáveis que formam o Conselho Consultivo do Santa Cruz: Rodolfo Aguiar, José Nivaldo de Castro, Luiz Arnaldo Pessoa de Melo, Dirceu Menelau, Humberto Ribeiro Alves, Mariano Pedro Matos, Edelson Barbosa e Antônio Luiz Neto. Coincidentemente, todos eles fizeram algo de notável no clube do Arruda. Até amanhã, no novo milênio. |
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