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A era João Paulo Inicia-se amanhã com a posse de João Paulo um novo ciclo político na história do Recife: o da administração petista. O PT não tem nada a ver com os partidos tradicionais. Não possui caciques e exerce em sua plenitude a democracia interna. Lula, hoje, por exemplo, é inferior ao partido, malgrado a sua condição de maior líder político da legenda. Para ser candidato a presidente não basta apenas a sua vontade pessoal. Tem que se submeter às instâncias partidárias, às quais caberá a palavra final. Militante do partido desde a sua fundação, o prefeito eleito João Paulo conhece muito bem esses mecanismos mas não aceitará tutela de ninguém, segundo confidenciou a assessores. Logo que ganhou a eleição ele decidiu testar as instâncias do partido convidando para fazer parte do secretariado a economista Tânia Bacelar, o deputado João Braga e a professora Edla Soares, a primeira ex-assessora de Miguel Arraes e os dois últimos do atual governador. Enfrentou resistências de toda ordem mas conseguiu emplacar as duas mulheres, e só não emplacou também João Braga porque ele não se interessou. Conclusão: o PT contribuiu enormemente para desgastar as administrações de Cristóvam Buarque no Distrito Federal e de Vítor Buaiz no Espírito Santo. Se não fizer o mesmo com João Paulo, o novo prefeito do Recife tem tudo para acertar: uma boa equipe e a casa arrumada. Culpa do palanque A prefeita de Olinda Jacilda Urquisa responsabiliza os seus adversários pela situação de quase ingovernabilidade em que a cidade mergulhou depois do segundo turno da eleição. A eleição terminou em 29 de outubro e os meus adversários ao invés de se prepararem para o desafio de governar a cidade, ainda estão em cima do palanque, fazendo campanha, criando problema para eles próprios, diz a prefeita, que apesar dos esforços que fez não conseguiu pagar o 13º. Fé em Ciro Recém filiado ao PPS, o deputado Pedro Eugênio (PE) crê que Ciro Gomes será candidato a presidente, independentemente de Tasso Jereissati (PSDB). Ele nos disse diversas vezes que não seria candidato contra Tasso, mas só para afagar-lhe o ego. Quando o nome de Tasso ganhou consistência, em vez de recuar ele avançou. Peça de ficção Que o OGU sempre foi peça de ficção já se sabia, mas o de 2001 carregou nas tintas. Destinou para Pernambuco R$ 803 milhões, suplantando seis Estados economicamente mais fortes que o nosso: Bahia, Minas, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Se 15% disso for liberado já podemos nos dar por vitoriosos. Antonio Carlos 1 Para José Jorge (PE), a versão de que a cúpula do PFL tentou enquadrar ACM, forçando-o a retirar o veto a Jáder (PMDB) para não prejudicar a candidatura de Inocêncio à presidência da Câmara, não corresponde à realidade. O partido tomou uma decisão, que é a de ficar ao lado dele (ACM) em qualquer circunstância, disse o senador. Antonio Carlos 2 Para José Jorge (PE), se o PFL fosse para o confronto com ACM, forçando-o a retirar o veto a Jáder, não ajudaria em nada a candidatura de Inocêncio. Dividiríamos o partido e ainda ficaríamos com o ônus de estar apoiando a banda podre do PMDB. O senador permanece otimista quanto à reversão do quadro por parte de Inocêncio. Sem chance de emplacar, bateu asas Convencido de que não será mais secretário, o deputado Piauhylino (PSDB) viajou anteontem para a Alemanha para passar o réveillon. Ele alimentava a esperança de substituir Éfrem Maranhão na Secretaria de Educação. Convivência com o PFL será pacífica Aliado do PFL em Surubim, o quase deputado José Augusto Farias (PSB) não crê em problema de conviência com seu colega Geraldo Barbosa (PFL) na Assembléia Legislativa. Ele tem o governador dele e eu tenho o meu, disse. Recém eleito para a presidência do PSDB regional, o deputado Augusto César decretou: já que não será mais líder, deseja um lugar na mesa diretora. Seu projeto é ser candidato a 1º secretário na chapa encabeça por Guilherme Uchoa (PMDB). O prefeito reeleito de Garanhuns, Silvino Duarte, contemplou no seu novo secretariado dois expressivos líderes do município: Ivo Amaral e José Tinoco (PFL). Um genro de Ivo (Nilo Almeida) será secretário de administração e um filho de Tinoco (Jorge) secretário de cultura e esportes. Em razão das férias do governador e do vice, o deputado José Marcos (PFL) assumirá interinamente o Governo do Estado por cinco dias a partir da próxima semana. A febre tributarista neste final de ano não foi exclusividade de Pernambuco, que elevou de 17% para 25% a alíquota de ICMS da energia não comercial. O Paraná fez a mesma coisa com os serviços de telecomunicações. Em razão do envelhecimento das principais lideranças do PFL pernambucano, um político que setores do Governo do Estado davam como morto começa a ressurgir com gosto de gás: Joaquim Francisco. A partir de amanhã, o redator desta coluna entrará em gozo de férias. Ela será redigida nos próximos 30 dias pelo repórter Alberto Lima. Feliz ano novo para todos! |
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