Este foi o ano do recall na indústria automobilística mundial. Nos cálculos de órgãos de defesa do consumidor, no início do ano, cerca de 10 milhões de consumidores em todo o mundo se deslocavam em carros que tinham pneus, airbags, freios ou cintos de segurança defeituosos.
Em outubro, a maior chamada de consumidores da história do Brasil foi o promovida pela General Motors, onde 1,3 milhão de proprietários de veículos Corsa e Tigra foram convocados para substituir a peça de fixação do cinto de segurança.
O movimento da GM foi provocado depois que foram registradas duas mortes em Minas Gerais, por conta do defeito no cinto. O recall do Corsa atinge os veículos fabricados no País desde 1994 e até setembro do ano passado.
A Fiat também foi levada a substituir peças defeituosas no cinto de segurança nas versões Palio, Siena e Weekend com motor 1.0 e da picape Strada fabricada desde 1988. O problema foi no cinto dianteiro, que corre o risco de romper caso não receba um reforço. A convocação foi feita no dia 6 de novembro e é válida por 180 dias. Ao todo passarão pelo recall 320 mil unidades, incluindo Palios e Strada.
Também estão passando por recall o Twingo e o Kangoo (ambos da Renault), por apresentarem problemas no airbag; o Mondeo modelo 2001, da Ford, lançado há dois meses; e o Dodge RAM, da Chrysler, modelos 1994 a 1996, por defeito na fiação da chave de ignição.
A Volkswagen também convocou perto de 20 mil donos do Golf e do Audi A3 para corrigir um problema no braço da suspensão dianteira dos dois modelos. Trafegando numa velocidade mais alta, os motoristas corriam o risco de perder o controle do carro.
Em nível internacional, o recall da Brigestone/Firestone foi o maior já ocorrido até hoje. Foram verificadas 62 mortes em estradas norte-americanas por falha nos pneus tipo ATX, ATX II e P235/75R15, produzidos em Decatur, nos EUA. A empresa deve ter de arcar com um prejuízo aproximado de US$ 1 bilhão.