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VÔLEI DE PRAIA II No feminino, o ‘time de Leila’ ganha fácil, fácil
No feminino, o All Star confirmou o favoritismo e conquistou, invicto, a primeira etapa da Copa Samsung de Vôlei Four. Melhor para Leila que estreou nas areias com vitórias e recebeu de presente pelo seu 30º aniversário – comemorado ontem – o ouro, o bolo e o carinho da torcida pernambucana.
“Eu tinha muito receio de que, saindo da quadra, não fosse ter a compreensão da torcida. Mas os pernambucanos me provaram que para onde quer que eu vá, eles vão continuar gostando de mim e me tratando muito bem”, afirmou Leila, que recebeu de presente de um torcedor um urso gigante de pelúcia.
Mesmo vencendo, o quarteto formado por Leila, Sandra, Jacqueline e Ida admite que ainda tem muito o que melhorar. “Não temos muito entrosamento. Tanto que nas últimas partidas já estávamos jogando bem melhor. Mas tudo deu certo, e conseguimos chegar ao nosso objetivo”, explicou Sandra, que comandou o quarteto na vitória por 2x0 (21x16/21x13) sobre as pernambucanas.
“Tenho consciência de que ainda tem muito trabalho pela frente. Achei que o quarteto seria mais fácil, mas não foi. O que me ajudou muito foi estar ao lado de jogadoras experientes como elas”, avaliou Leila.
SEM MEDO – Com humildade suficiente para admitir que ainda tem muito o que aprender até fazer bonito na praia, Leila afirmou que a determinação é uma de suas características e que está feliz com a nova fase e não vai desistir. “Quando decidi vir para a praia, muitas jogadoras da quadra não entenderam. Mas eu sou uma pessoa que gosta de desafios e que sigo até conseguir chegar a eles. Então, por que não mais esse”, contou a jogadora que está passando pelo período de maior mudança na sua vida. “Saí no auge da minha carreira para enfrentar a praia. É tudo novo, mas vou adiante”, afirmou a mais nova solteira do pedaço, recém-saída de um casamento que durou dez anos.
CARENTE - Se no início para Leila tudo são flores, o vôlei de praia feminino de Pernambuco amargou uma das piores participações em torneios. Não venceu nenhuma partida e acabou na última colocação. “O problema é que não há jogadoras de praia em Pernambuco”, explicou o técnico pernambucano, Eduardo Monteiro. “Eram apenas Maria e Elaine. Agora apenas Maria e Karla já que Elaine foi tentar a sorte no Rio. Não há incentivo. Os torneios têm premiação muito baixa e isso não atrai novos talentos”, argumentou.
De acordo com Eduardo, foi exatamente pela falta de atletas no Estado que as pernambucanas tiveram que formar dupla com Cláudia(DF) e Gerusa (RJ). “Elas nem se conheciam. Não havia jogadoras, tivemos que chamar de fora e aí elas não tinham entrosamento. Deu no que deu”, afirmou. “Espero que até a próxima etapa, em Salvador, elas estejam mais entrosadas.”
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