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SPORT
Sport ganha um novo ânimo

Rubro-negro venceu o Tricolor Paulista com um gol do prata-da-casa Fabinho, aos 37 do segundo tempo, e chegou aos 11 pontos na classificação, deixando a lanterna do Brasileiro

WLADMIR PAULINO

Foi uma longa espera – sete jogos – mas valeu a pena. Na base da boa e velha raça rubro-negra, o Sport conseguiu sua terceira vitória no Campeonato Brasileiro e logo diante do São Paulo, equipe considerada por muitos especialistas como a melhor do Brasil na atualidade. O Leão chegou aos 11 pontos, deixou a lanterna, mas ainda continua na zona de rebaixamento, agora na 25º posição.

A diferença em relação aos últimos jogos, principalmente contra Internacional e Santos, foi a disposição. A mesma que a equipe demonstrara quando venceu Corinthians e Grêmio. Na parte técnica, o Rubro-Negro ainda tem a evoluir, notadamente no passe, mas não há dúvida de que a auto-estima foi lá para cima ao derrubar o sexto colocado.

Logo no início da partida, o São Paulo deu a falsa impressão de que seria um time avassalador. Aos 30 segundos, Kaká cruzou da direita e Val Pilar deu o rebote nos pés de Carlos Miguel, que chutou por cima. O Sport respondeu à altura aos seis. Edu Manga encontrou Ricardinho frente a frente com Rogério Ceni, mas o sertanejo chutou em cima do goleiro.

Depois, as duas equipes criaram lances pouco incisivos. O Sport esbarrava nas próprias pernas, enquanto o São Paulo mergulhou numa espécie de letargia, como se jogasse em câmera lenta. Tanto que as melhores chances ficaram em cobranças de falta a cargo de Rogério Ceni. Uma foi para fora e a outra, Adinam defendeu. Ricardinho ainda teve outra oportunidade no final, mas chutou fraco.

Veio a etapa final e o jogo ficou mais truncado, pois o São Paulo não conseguia acelerar a troca de passes enquanto o Sport melhorou na marcação. A primeira grande chance do Sport veio só aos 24 minutos. Cléber chutou prensado e Fabinho tentou de bicicleta para grande defesa de Rogério.

O São Paulo deu sua resposta com França. Alex Pinho afastou de cabeça uma cobrança de escanteio e o atacante mandou de bicicleta, mas Adinam estava atento e mandou novamente a escanteio.

Parecia que caminhava tudo para um insosso 0x0, quando a prata-da-casa brilhou como ouro. Cléber lançou seu colega dos juniores, Fabinho. O atacante dividiu a bola com Rogério Ceni, mas ela (a bola) não escolheu nem um nem outro. Escolheu o fundo das redes. E a torcida rubro-negra explodiu, enfim.

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Jornal do Commercio
Recife - 01.10.2001
Segunda-feira