O câncer desse tipo é causado pelo crescimento de células anormais no cólon ou no reto, as duas extremidades do intestino grosso. O tumor rompe os vasos sangüíneos no cólon ou reto e pode interromper a função normal do intestino. É uma doença que ocorre mais em pessoas acima de 50 anos de idade. A maioria dos casos de câncer do cólon ou reto se desenvolve de um determinado tipo de pólipo que se forma na superfície da parede do cólon ou reto. Isto significa que o câncer de cólon e reto são tipos de cânceres que podem ser prevenidos, ou seja, detectados e tratados antes de impedirem a cura da doença. Exames regulares preventivos podem detectar pólipos pré-cancerosos no cólon que podem ser removidos antes de um diagnóstico de câncer. Este tipo de câncer se desenvolve devagar, portanto as pessoas têm uma boa chance de cura da doença.
Quais são os fatores de risco para o câncer de cólon e reto?
Pelo fato de muitos casos do câncer serem registrados em países cujos residentes têm uma dieta rica em gordura e de baixa concentração de fibras, alguns cientistas sugerem que a dieta pode ser um fator forte para o câncer desse tipo. A herança genética (o fato de ter um parente do primeiro grau que teve pólipos ou câncer de cólon ou reto) pode indicar que uma pessoa é mais susceptível ao desenvolvimento de pólipos que se tornam cancerígenos. Devemos lembrar, porém, que 75% dos casos ocorrem em pessoas que não têm história de câncer de cólon ou reto na família. Uma rara doença conhecida como polipose adenomatosa familial ou Síndrome de Gardner causa centenas de pólipos que se desenvolvem no jovem adulto. Com quase certeza, esta pessoa vai desenvolver o câncer antes dos 40 anos. Se uma pessoa tiver a Doença de Crohn ou colite ulcerativa, também tem um risco mais alto para desenvolver este tipo de câncer.
Qual é a freqüência do câncer de cólon e reto?
Os casos de câncer registrados no Hospital de Câncer de Pernambuco, entre 1996 e 1999 apontam que a doença é um pouco mais comum no sexo feminino. Não há registro desse fato na literatura americana especializada e pode ser uma mera coincidência do tipo de clientela tratado no HCP.
Quais são os sintomas desse tipo de câncer?
Os sintomas não aparecem até que a doença esteja bem avançada e, muitas vezes, em estágio não curável. O sintoma mais comum é a presença de sangue nas fezes ou sangue oculto. A quantidade é normalmente tão pequena que não pode ser vista a olho nu, mas pode ser detectada facilmente por um exame laboratorial. Deve-se lembrar, porém, que sangramento pode ser causado também por hemorróidas, diverticulose ou por algumas desordens inflamatórias. Caso sintomas estejam presentes, podem incluir, além do sangue nas fezes, constipação, diarréia, perda de peso, anemia (por causa da perda constante de sangue), dor ou desconforto no abdômen e sensação de peso no abdômen.
Qual é o melhor processo para o diagnóstico da doença?
Sua melhor chance para um diagnóstico precoce é o exame de sangue oculto nas fezes. Caso o exame seja positivo, isto não indica que a pessoa está com câncer do cólon ou reto. Apenas indica que mais exames devem ser realizados. Todas as pessoas acima de 50 anos devem fazer um exame anual de sangue oculto. Estudos sugerem que uma pessoa que realiza exame anual tem 33% menos probabilidade de morrer de câncer de cólon e reto, ou seja, tem maior chance de sobreviver caso desenvolva a doença. A doença na sua fase inicial tem alta probabilidade de cura.
Quais são as outras formas de exame?
Exame digital do reto, ou seja, o toque retal, feito pelo médico, para averiguar a presença de qualquer crescimento anormal é um deles, mas para a maior certeza de um diagnóstico precoce, os cientistas sugerem a realização de um exame mais minucioso por um sigmoidoscópio (tubo longo e flexível, luminoso, colocado no reto para examinar a parte inferior do cólon). Este exame, a sigmoidoscopia, é recomendado a cada cinco anos após completar 50 anos de vida. O exame registra crescimentos no cólon às vezes não detectado pelo exame de sangue oculto. Outra alternativa é a colonoscopia. Caso a presença de pólipos seja detectada no exame por sigmoidoscopia, o médico provavelmente vai sugerir a realização de um exame por um colonoscópio (um tubo maior do que o sigmoidoscópio, com uma mini-câmera na ponta), que permite observar o cólon por inteiro e ainda realizar biopsia quando necessária.
Qual o tratamento do câncer do cólon e reto?
O estágio da doença, ou seja, o grau de extensão do câncer para outras partes do corpo, vai determinar qual o tratamento indicado. O tumor ou qualquer órgão ou partes de órgãos que são afetados pelo câncer serão removidos mediante cirurgia. O cirurgião pode remover a parte do cólon afetado e em seguida juntar as extremidades do intestino. Este procedimento é conhecido como resecção e anastomose. Num outro procedimento, conhecido como colostomia, o cirurgião pode remover a parte do cólon afetado e juntar a extremidade sadia numa abertura na parede abdominal. A pessoa operada, nesta situação, terá a retirada das fezes por esta abertura, num saco externo ao corpo, preso por baixo da roupa. Em alguns casos a colostomia é temporária e em outros se torna permanente. A cirurgia pode ser realizada sozinha ou acompanhada de radioterapia e quimioterapia para prevenir ou tratar a extensão da doença em outros órgãos vitais. A chance de cura depende da extensão do câncer. Quando o tumor for removido antes de estender a parede do cólon, as chances de sobrevida chegam a 90% em 5 anos ou mais. Esta percentagem diminui se o câncer tem afetado outras partes por ocasião da cirurgia.
Fonte
Site da American Cancer Society, stomach cancer (http://www.cancer.org) e o Registro de Câncer de Base Hospitalar do Hospital de Câncer de Pernambuco.
Departamento de Controle e Prevenção:
Dr. Jaime de Queiroz Lima (médico-chefe do Departamento)
James Anthony Falk, Ph.D. - Assessor do Grupo de Pesquisa
Dr. Carlos Roberto C. Leite - Médico colaborador
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