Para os usuários que não quiserem engrossar o cordão de vítimas do Nimda, o conselho de todos os especialistas é um só: corram! O que fazer? Atualização de softwares e, claro, a aquisição ou download de um bom antivírus são as medidas mais emergenciais.
Para os usuários domésticos, vale ainda outra recomendação, essa já bem antiga: todo cuidado é pouco com os arquivos executáveis que vêm atachados em e-mails. Segundo estudo da empresa norte-americana MessageLabs, um em cada 300 e-mails está infectado. Em 2008, essa proporção deverá ser de 1 para cada 10.
Quanto aos antivírus, os mais famosos são o McAfee e o Norton, cuja versão 2001 já traz uma ferramenta para eliminar o Nimda. Mas há também boas opções gratuitas, que podem ser baixadas da Web. É o caso do AVG, da norte-americana Grisoft Inc. Quem recomenda é o consultor de Informática Rômulo Cholewa. “O programa é simples, mas muito competente naquilo a que se propõe”, garante. Segundo ele, o AVG traz recursos como proteção em tempo real e funciona integrado ao correio eletrônico.
Cholewa também recomenda o uso do Zone Alarm, um firewall pessoal disponível na Web. O programa bloqueia tentativas de invasão da máquina e tem até recurso para detectar e-mails perigosos. “O Zone Alarm pesquisa os arquivos atachados e, se achar algum executável suspeito, renomeia, mudando a extensão para .zl”. Ou seja, não há risco de ocorrer acidentes. E, se o usuário realmente quiser executar o arquivo suspeito, terá que renomeá-lo de novo.
Outro cuidado fundamental para os usuários domésticos é a atualização do browser. Para quem usa versões mais antigas do Internet Explorer (até o 5.5), o melhor a fazer é ir até a página da Microsoft em busca das atualizações desses programas. Como fazer para descobrir a versão do seu IE? Basta ir até a barra de menu, clicar em Ajuda e depois no tópico Sobre o Internet Explorer. Para não correr risco algum, o engenheiro de segurança da Tempest Marco Carnut aconselha: “O melhor mesmo é baixar o IE6”. E ele garante: nem adianta tentar descobrir quais são os sites contaminados pelo Nimda para garantir uma navegação tranqüila. “O frame gerado pelo vírus nas páginas é imperceptível”.
Para os usuários corporativos que utilizam o Windows NT, valem os mesmos conselhos e mais um: baixar a correção disponível pela Microsoft para o Internet Information Server. A preocupação com antivírus e firewalls também tem que ser bem maior. A regra é manter tudo sempre atualizado. “Muitas empresas escaparam do Nimda porque tinham feito updates recentes para não serem pegas pelo Code Red”, afirma Carnut.