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PESQUISA
UFPE vai criar programas na área de biotecnologia

Projeto DNA-Prospect, ligado ao Programa Genoma do Nordeste, pretende colocar Pernambuco entre os maiores pólos nacionais de referência na área de Bio-Informática

por MONA LISA DOURADO
mldourado@jc.com.br

Informática a seviço da Biologia. Essa é a proposta do projeto DNA-Prospect: Computação para Genoma, Proteoma e Moleculoma, o mais recente fruto do Programa Genoma do Nordeste (ProgeNE), que pretende situar Pernambuco entre os maiores pólos nacionais de referência na área de Bio-Informática.

Coordenado pelo Centro de Informática (CIn) da UFPE em conjunto com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), o projeto pretende formar pessoal especializado em Biologia Computacional e desenvolver programas e ferramentas para auxiliar pesquisas em Biologia Molecular.

“Há necessidade de ferramentas que ajudem a diminuir o espaço de busca das informações pelo pesquisador. Nosso papel é analisar os dados para apontar a resposta da maneira mais precisa possível”, destaca a coordenadora do DNA-Prospect, Kátia Guimarães. Segundo ela, em dois anos, prazo do projeto, pelo menos 30 pessoas serão capacitadas pelo DNA-Prospect – entre estudantes de graduação e pós-graduação de Ciência da Computação e Ciências Biológicas.

A largada oficial do projeto, conforme a professora, ocorre com a liberação de uma verba no valor de R$ 1,3 milhão, proveniente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que, entre outras funções, será destinada à aquisição de equipamentos e custeio de visitas de pesquisadores estrangeiros.

Os resultados da pesquisa serão disponibilizados inicialmente só para os integrantes do ProgeNE, mas a possibilidade de colaborações não está descartada.

“Bio-informática já conta com uma forte demanda comercial. É possível que façamos contratos e convênios com empresas e instituições internacionais”, diz o presidente da Facepe, José Carlos Cavalcanti.

De acordo com Cavalcanti, depois de Rio de Janeiro e São Paulo, Pernambuco tem um dos poucos centros do Brasil habilitados para desenvolver esse tipo de tecnologia.

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Jornal do Commercio
Recife - 26.09.2001
Quarta-feira