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PROTEGIDO III
Presidente chinês exige provas da culpa do terrorista árabe

PEQUIM – O presidente chinês, Jiang Zemin, disse ontem que os Estados Unidos não devem realizar represálias contra Osama bin Laden, principal suspeito dos atentados de 11 de setembro, até que que tenham provas contundentes de seu envolvimento nos ataques.

Jiang, em uma conversa por telefone com o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, também destacou que qualquer ação militar contra os responsáveis dos atentados em Nova Iorque e Washington deveria ser ajustada à lei internacional.

Além disso, o presidente chinês disse que as represálias contra Bin Laden e sua rede al Qaida devem ter “objetivos concretos”. A China condenou os ataques de 11 de setembro.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou ontem ter visto “provas incontestáveis dos vínculos” de Osama bin Laden com os atentados nos Estados Unidos, no último 11 de setembro. E a imprensa local anunciou que haverá ataques contra campos de treinamento afegãos nas “próximas 48 horas”.

Demonstrando grande determinação em seu apoio aos Estados Unidos e sua vontade de levar à Justiça os autores desses atentados, Tony Blair advertiu mais uma vez o regime talibã, que “protegeu e apoiou” Bin Laden no Afeganistão.

“Ou nos apóiam ou se tornarão nossos inimigos. Se não estão dispostos a entregar Bin Laden então serão um obstáculo que teremos de neutralizar ou derrubar”, afirmou Blair em entrevista à BBC1, horas antes da abertura do congresso anual do Partido Trabalhista, em Brighton (sul de Inglaterra).

Estas provas não podem ser reveladas agora porque foram fornecidas pelos serviços de inteligência e “outras fontes sensíveis”, indicou Blair.

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Jornal do Commercio
Recife - 01.10.2001
Segunda-feira