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TENDÊNCIA
Seminário discute mercado hoteleiro

Consumidor que procura economia e qualidade na rede hoteleira já tem opção no mercado. Essa tendência será abordada no painel "Econômico ou supereconômico?", um dos temas do 5º Seminário Internacional de Investimentos em Hotéis & Resorts, que a BSH International promove entre os dias 14 e 16 de outubro, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

Terceiro maior do mundo na sua categoria, o seminário realizará discussões e debates envolvendo executivos, empresários e empreendedores ligados ao setor hoteleiro do Brasil e do exterior. Um dos palestrantes convidados é o francês Franck Pruvost, diretor de operações da Accor Brasil. Ele mostra seu otimismo com relação ao futuro do País, principalmente daquele empreendimento que tornou possível trocar o velho (e incômodo) hábito de hospedar-se na casa de amigos pela comodidade de um hotel. "Nos próximos cinco anos, entre 20 e 25 hotéis supereconômicos serão incorporados ao Fórmule 1", informa referindo-se ao hotel desse padrão instalado em São Paulo e do qual a Accor responde por 50% dos investimentos.

Em se tratando dos supereconômicos, os projetos da Accor estão voltados para as cidades com população acima de 1 milhão de habitantes, "em cidades que devem apresentar muitas facilidades de locomoção, com metrô ou um bom serviço de ônibus, com boas rodovias", justifica. Já para os hotéis de padrão econômico, do qual é exemplo o Ibis, implantado também pela Accor, o diretor de operações informa que a empresa tem uma estratégia diferente. "Já temos 11 abertos e dos 50 a que pretendemos chegar até 2004, 25 estarão em cidades do Estado de São Paulo". O restante será dividido entre as cidades com tal suporte nos demais Estados.

QUALIDADE – O diretor da Howard Johnson e integrante do mesmo painel Carlos Alberto de Carvalho lança mão de uma receita simples para explicar a boa aceitação que os econômicos e supereconômicos vêm obtendo no Brasil: "nível máximo de qualidade dentro da sua proposta". Em outras palavras, seria oferecer ao hóspede que veio a negócios, dispõe de pouco tempo e busca minimizar custos uma pernoite agradável.

Norte-americana em sua origem, a Howard Johnson não prioriza, nos Estados Unidos, a redução de custos na fase de construção dos apartamentos. "A economia não está no tamanho, mas no volume de serviços oferecidos, sem perda de qualidade. Já no Brasil, como os custos na construção civil pesam bastante, opta-se por apartamentos menores", diz numa referência aos supereconômicos, com quartos em torno de 15 metros quadrados.

Ronald Arteaga Fernández, diretor de serviços e desenvolvimentos da Six Continents Hotels, é também um otimista e aponta os supereconômicos como uma excelente opção para viagens de negócios ou outros compromissos, de um ou dois dias. O diretor aposta que os hotéis desse padrão vão se espalhar pelos grandes centros de consumo.

Mas são os hotéis econômicos, que podem ultrapassar 20 metros quadrados, os que merecem foco maior da Six. Arteaga explica que a "economia" aqui está no volume de serviços oferecidos ao hóspede. "O usuário sabe que vai pagar o preço justo, adequado ao tipo de apartamento que está ocupando", completa.

Para intermediar as discussões, que incluem ainda Roland Moully, vice- presidente de desenvolvimento da Carlson Group, a BSH International convidou Mark Warner, diretor de Programas de Pós–graduação da Universidade de Nova Iorque e professor associado de aulas especializadas no Centro de Hotelaria, Turismo e Administração de Viagem da mesma instituição.

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Jornal do Commercio
Recife - 27.09.2001
Quinta-feira