A montadora mostrou dois modelos wagon: as versões SW do 206 e do 307. Veículos têm apelo familiar e propõem vários usos
por PEDRO IVO BERNARDES
Enviado Especial
FRANKFURT – O Salão do Automóvel de Frankfurt serviu de palco para a apresentação de um novo conceito que começa a ser adotado pela Peugeot: os modelos SW. Inicialmente, a montadora mostrou dois modelos com a terminologia SW: as versões wagon do 206 e do 307.
Para a montadora, as versões SW visam atender um público que procura um veículo espaçoso, com ampla capacidade para transporte de volumes, sem contudo abrir mão do conforto e design inovador. Por enquanto, os modelos ainda são conceitos (carros sem data para comercialização), mas a antecipação do início da produção não está descartada. Ou seja, tudo depende da aceitação que os modelos apresentados na Alemanha terão do público.
A versão que mais chama a atenção do consumidor brasileiro no estande da Peugeot é o 206 SW. Isso porque o modelo deve ser produzido no Brasil, tão logo seja iniciada sua fase comercial. A fábrica do grupo PSA (joint venture das montadoras francesas Peugeot e Citroën) foi preparada para trabalhar com a menor plataforma do grupo, exatamente a que é usada no modelo 206.
Com a versão wagon, a Peugeot caminha para aumentar a família 206, que no Brasil já conta com as versões 1.0, 1.6 e CC (Coupe-Cabriolet). O presidente da Peugeot do Brasil, Bruno Grundeler, não descarta a possibilidade de o modelo wagon ser produzido na fábrica do Rio de Janeiro.
CARACTERÍSTICAS – Além do perfil alongado, um dos grandes destaques do 206 SW são as amplas lanternas que, elevadas, ocupam as colunas traseiras. A nova localização das lanternas, aliás, vem transformando-se em tendência no setor automotivo. Modelos como novo Corsa, novo Fiesta e Focus também adotam o estilo. No 307, as lanternas possuem localização tradicional, apelando para a geometria irregular.
A montadora anuncia que as versões têm características polivalentes, capazes de se adequar a vários usos. A idéia é atender ao chamado consumidor “camaleão”, que busca veículos que se adeqüem ao uso urbano, mas que não percam desempenho na estrada ou no campo. Com a versão wagon, os carros ganharam mais espaço para os ocupantes e amplos porta-malas.
No 206, o motor é novo: um 2.0 litros de quatro cilindros e 16 válvulas que é capaz de atingir a potência máxima de 180 cavalos. Apesar de o mercado nacional de minivans ser pequeno – espremido pela supremacia dos carros populares, que já respondem por 79% dos veículos comercializados no País –, o consumidor deste tipo de veículo vem chamando a atenção das montadoras.
A Peugeot, ao que tudo indica, não descartará este segmento. Chegando ao mercado brasileiro, o 206 SW competirá com Parati e Palio Weekend, as mais fortes concorrentes entre as peruas derivadas de carros compactos. O 307 brigará com os modelos mais requintados.