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MANUTENÇÃO
Escolha do lubrificante exige alguns cuidados

Produtos de melhor qualidade protegem as peças do motor e, além disso, significam economia. Óleos mais simples atingem o desgaste mais rápido, forçando a troca num prazo mais curto

Muito cuidado com a troca do óleo do carro. Respeitar os intervalos para substituição é fundamental, mas nem sempre o produto barato é o indicado para o seu veículo. Não se deixe levar pela conversa de que lubrificante é tudo igual, porque não é. Os lubrificantes de melhor qualidade protegem as peças do motor e, de quebra, significam economia. Outros atingem o desgaste rapidamente, forçando a troca em um prazo mais curto.

O consultor técnico da Shell Herbs Santos explica que existem os óleos minerais monoviscosos e multiviscosos, os semi-sintéticos e os sintéticos. Os monoviscosos trabalham numa determinada faixa de temperatura e duram menos. Já os multiviscosos suportam mais as variações de temperatura e são mais comuns no mercado.

O semi-sintético é feito com base mineral (petróleo) e sintética. Pode ser usado tanto em motores mais potentes, como nos de mil cilindradas. Ele tem menos carbono mineral, evitanto a carbonização do motor. Os sintéticos são criados em laboratórios. Sua principal vantagem é o poder de limpeza e de proteção contra atritos. Esse tipo de lubrificante, em geral mais caros, possui uma curva de viscosidade constante, independentemente da temperatura do motor, o que elimina a carbonização. Seu uso é indicado para veículos de alta performance.

MISTURA - Tem problema misturar óleos de marcas diferentes? O consultor da Shell afirma que sim. “Cada lubrificante tem sua própria formulação. São produtos químicos adicionados ao óleo para melhorar o desempenho”, explica Santos. A mistura de lubrificantes de marcas diferentes pode alterar o produto e trazer problemas para o funcionamento do motor. É por esse motivo que os fabricantes aconselham completar o nível do óleo com o mesmo produto.

Herbs Santos também ressalta que não há problema em utilizar um óleo semi-sintético num carro que sempre foi lubrificado com óleo mineral. Contudo, o que vai permitir a melhor lubrificação é a limpeza do sistema antes da troca, pois o veículo que sempre funcionou com o óleo mineral acumulou borras nas partes internas do motor. Caso isso não seja feito, o óleo semi-sintético que passa a ser usado tem que ser substituído antes do prazo, eliminando toda a sujeira arrastada pelo novo óleo.

O maior inimigo do óleo lubrificante tem sido a gasolina batizada. Ao combustível (que já contém o álcool) é adicionado solvente, água ou detergente. Essas substâncias fazem com que a gasolina não queime corretamente e, ao se misturar com o óleo, retira dele o poder de lubrificação. Para evitar o problema, diz Sérgio Gama, distribuidor de lubrificantes Shell, o consumidor deve abastecer em postos que garantam a qualidade do combustível e diminuir o tempo de troca do óleo, se precavendo de danos ao motor.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.09.2001
Domingo