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JOGO
Acordo unifica prêmio do bicho

Banqueiros da Aval e o bicheiro Darwin Henrique da Silva decidem adotar uma tabela única, que entrou em vigor desde ontem

Depois de dois meses de uma briga que trouxe prejuízos para a atividade do jogo do bicho em Pernambuco, os banqueiros da Associação de Vendedores Autônomos de Loterias (Aval) e o bicheiro Darwin Henrique da Silva entraram em acordo e unificaram a cotação dos prêmios em todo Estado. Desde o início do ano, sete grandes bicheiros filiados à Aval elevaram suas cotações para além do que pagavam as bancas Casa da Sorte e Caminho da Sorte, pertencentes a Darwin. De acordo com a nova tabela, que entrou em vigor ontem, o apostador que jogar R$ 1 no milhar e acertar, ganha R$ 5,5 mil. Na cotação anterior, a mesma aposta pagaria um prêmio de R$ 9,1 mil.

Segundo o bicheiro Júlio Paschoal, da banca Sonho Real e integrante da diretoria da Aval, após muita conversa entre a associação e Darwin Henrique da Silva ficou claro que o racha estava prejudicando todos e se fazia necessário um acordo. As partes concordaram em unificar a cotação, mas não para os 5 mil praticados antes do racha e sim para 5,5 mil vezes o apostado no milhar.

“Todos nós estávamos perdendo após dois meses de sacrifício. Conseguimos abrir uma negociação e fechar um acordo sem baixar tanto a cotação para não perder os clientes e também para não prejudicar os cambistas”, afirmou Júlio Paschoal.

Para o banqueiro Darwin Henrique da Silva, todos vão lucrar com o acordo firmado. Ele cita que os apostadores, por exemplo, tiveram uma redução na cotação que vinha sendo praticada, mas a tabela foi estabilizada em valores mais altos do que antes do racha. Segundo Darwin, a única garantia de que esse novo acordo vai dar certo será o cumprimento à risca do que ficou acertado.

Apesar do fim do racha, Darwin Henrique vai se manter afastado da Aval com quem tem divergências antigas.

COMISSÕES – Nas bancas de bicho, o fim do racha animou os cambistas que esperam voltar a receber as mesmas comissões de antes. Com o aumento das cotações, ocorrido há dois meses, as comissões caíram de 5% para 2% do apurado, o que, apesar do incremento do volume de apostas, não compensou a perda de 40% para os cambistas.

“Antes da briga, a gente tirava uns R$ 50 por semana. Depois aumentou muito o número de apostas, mas as nossas comissões diminuíram demais e passamos a ganhar no máximo R$ 30. Esperamos que as comissões voltem ao que eram e que os clientes não desapareçam por conta da redução na cotação”, afirmou a cambista Maria Helena de Souza.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.03.2001
Sexta-feira