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VIDEO Camuratti assinará filme com a história do Forte Orange
A UFPE adotou o monumento e agora quer explorar todo o seu potencial cultural e turístico
A presença da atriz e cineasta Carla Camuratti em reunião no gabinete da Reitoria da UFPE, na tarde da última quinta-feira, foi o pontapé inicial para a produção de um documentário em curta-metragem sobre o Forte Orange. A obra é uma das etapas do projeto que visa revitalizar e transformar o monumento, erguido há 370 anos na Ilha de Itamaracá, num parque que reunirá informações sobre o Brasil no período holandês. Também presentes no encontro, além do reitor Mozart Neves Ramos, o professor Alfredo Soares, a co-produtora Tatiana Braga e o representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Silva.
O filme, que deverá ter a duração de 10 minutos, vai servir como porta de entrada para turistas e interessados em História dentro do novo projeto para o circuito turístico da Ilha. Ele fará parte do museu virtual que, instalado dentro do Forte, será destinado a mostras culturais, além de abrigar uma livraria. A restauração para resgatar a aparência original da fortificação do século 17, a construção de uma barreira para contenção do avanço do mar, bem como as escavações para descobertas arqueológicas também são objetivos do projeto.
HISTÓRIA – A fortificação, construída em taipa pelos holandeses, foi marcada historicamente por alguns períodos de abandono, chegando a ser restaurada em 1696, 1777, 1817, 1966 e 1973. Para o professor Alfredo Soares – diretor da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade – UFPE), responsável pela ‘adoção’ do Forte –, mesmo com os atropelos da História, o potencial cultural e turístico do local é imenso: “Podemos fazer dramatizações, como encenar uma batalha ao pôr-do-Sol, com direito a nau holandesa”, afirma.
Curiosamente, Carla Camuratti já se interessava pelas pesquisas sobre esse período histórico da ocupação holandesa há algum tempo. “É um pedaço meio guardado na nossa História. Há coisas obscuras. Me interesso por tudo isso. Dá vontade de descobrir e contar o que acontecia”, revela. De malas prontas para passar dez dias percorrendo bibliotecas holandesas que guardam alguns documentos do período, ela está ciente do desafio: “Infelizmente, não se pode dar muitos toques de humor, como foi feito, por exemplo em Carlota Joaquina. Será um documentário com informações para turistas, mas que também nem por isso perderá a fidelidade por abordar fatos pitorescos fazendo com que fique atrativo”.
Atualmente, a cineasta está envolvida em outro projeto pelas bandas de cá. Assinando a produção de São Francisco, a estréia na direção de Marus Vinícus César, sobre histórias que se passam ao longo do rio, Carla retornará a cidade por volta do dia 20 deste mês para acertar os detalhes do início das filmagens em abril, bem como apresentar uma idéia do orçamento do documentário sobre o Forte Orange. “Com tantos projetos, tô quase me mudando pra cá”, brinca.
A próxima etapa será a busca de instituições privadas interessadas no tema para firmar parcerias. O projeto, que está sendo discutido entre os governos brasileiro e holandês, foi previsto pelo Iphan para conclusão num período de dois a três anos, época em que a pesquisa para o documentário estará pronta e as câmeras começarão a rodar o filme.
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