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TRANSPORTE Coletivos a diesel climatizados substituem os velhos elétricos Além de ar-condicionado, os veículos são equipados com televisão, videocassete e som. Eles vão substituir os trólebus que fazem as linhas Avenida Caxangá-Várzea e Avenida Norte-Macaxeira O processo de extinção dos ônibus elétricos que circulam no Recife pode estar começando. A partir do dia 18, quase toda a frota de trólebus da empresa Cidade do Recife Transportes S.A. (CRT) será substituída por veículos a diesel, semelhantes aos convencionais, com a diferença de serem climatizados. Trinta e cinco ônibus foram comprados pela CRT, sendo que dois deles já estão na garagem da empresa e o restante chega no dia 10. Além de ar-condicionado, os veículos, de modelo Padron, são equipados com televisão, videocassete e som, num investimento total de R$ 5,2 milhões (cada ônibus custou R$ 150 mil). A substituição da frota foi proposta pela direção da CRT à Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) e, segundo o presidente do órgão municipal, Ivan Cunha, a autorização deve ser dada na próxima semana. Os ônibus vão substituir os velhos trólebus que fazem as linhas Caxangá-Várzea e Avenida Norte-Macaxeira. A terceira linha atendida pelos elétricos, PE-15 (Parador), é a única que continuará rodando com os trólebus. Pelo contrato de privatização da CTUR (atual CRT), nós tínhamos que substituir cinco trólebus este ano, mas ficamos impossibilitados porque as duas únicas empresas que fabricam os elétricos no Brasil desativaram suas linhas de produção por falta de clientes. Somente em 2002 é que pretendem reativá-las. Por isso, fizemos a proposta de substituir os trólebus por ônibus a diesel, trocando 35 dos 41 veículos que formam a nossa frota, explica o presidente da CRT, Ronan Maria Pinto. Embora ressalte que os trólebus fazem parte da história do Recife e que a sua extinção é um assunto polêmico, que precisa ser discutida com a sociedade, Ivan Cunha reconhece que os elétricos em circulação estão em péssimo estado. Nós fizemos um diagnóstico da frota de trólebus da CRT e identificamos problemas em todos os 41 veículos. Pelo menos 30% deles têm que parar imediatamente por colocarem em risco a segurança dos usuários e 70% estão em precário estado, revela o presidente da CTTU. Com exceção de 12 ônibus, a frota de elétricos data de 1958. Por isso mesmo ela não tem nenhuma condição de circular. Nós resolvemos fazer um investimento maior com a compra dos 35 veículos porque nossa prioridade é a qualidade de serviço. Teremos retorno quando o número de usuários aumentar, afirma Ronan Maria Pinto. A substituição deverá ser mantida até 2002, quando a empresa terá que comprar novos trólebus. A não ser que a população não queira mais a volta dos elétricos, argumenta o diretor de operação da CRT, Eliomário da Costa. |
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