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SAÚDE
Vigilância recolhe soro suspeito

O produto pode ter provocado a morte de seis pessoas em São Paulo. Em Pernambuco, não foi detectado nenhum lote suspeito, até o momento

A venda e o uso de soro produzido pela Labormédica Industrial Farmacêutica, empresa sediada em São Paulo, estão suspensos em todo o Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde. Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde comunicou a proibição aos hospitais públicos e particulares de Pernambuco e iniciou uma inspeção em distribuidoras de medicamentos localizadas no Recife.

A medida foi tomada por causa da suspeita de contaminação num lote do produto. Seis pessoas teriam morrido no município de Cruzeiros (Vale do Paraíba), também em São Paulo, após receberem o soro.

Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, o produto suspeito corresponde à solução de glicose e cloreto de sódio do lote nº 45794. Foi fabricado em dezembro de 2000, com validade para três anos.

“A agência intimou o laboratório a comunicar para que Estados forneceu unidades do lote suspeito”, informou o diretor de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Jaime Brito. No início da noite de ontem, a Anvisa informou à SES que as unidades do lote suspeito foram enviadas para os Estados de Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e São Paulo. Mesmo assim, a interdição cautelar de todos os lotes do soro deverá ser mantida até o final das investigações que vêm sendo feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Além dos hospitais, que estão sendo comunicados da suspensão do uso do produto (embalagens com volume a partir de 500 mililitros), as vigilâncias sanitárias dos municípios receberam a determinação de interditarem o soro, caso seja encontrado. A orientação é mantê-lo isolado no local.

No primeiro rastreamento feito pela equipe da Vigilância Sanitária Estadual não foi encontrado produto da Labormédica. A inspeção foi realizada na tarde de ontem nas distribuidoras Padrão, na Boa Vista, Literal e New Marques, ambas em Casa Amarela.

Grandes distribuidores já informaram à Secretaria Estadual de Saúde que não compram produto da Labormédica. Mesmo assim a vistoria vai continuar na segunda-feira. Em Pernambuco existem cerca de 100 empresas encarregadas da distribuição de remédios, fazendo a ponte entre fabricantes e consumidores.

ESTOQUE – Segundo Jaime Brito, também não foi detectada a presença do soro da Labormédica nos estoques da Farmácia Central do Estado, que abastece os hospitais públicos estaduais. As unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive as públicas, têm autonomia para comprar os medicamentos.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.03.2001
Sábado