A orquestra municipal vai comemorar os 464 anos do Recife mostrando obras eruditas do maestro Duda e clássicos que se tornaram bem populares
POR PAULO SÉRGIO SCARPA
Os 464 anos do Recife serão comemorados dia 11, às 18 horas, no Marco Zero, com a primeira apresentação, este ano, da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR), sob a regência de Osman Giuseppe Gioia, que dará destaque a compositores nordestinos, como o maestro Duda e o ex-violinista da OSR Benny Wolkoff, já falecido.
Gioia quer realizar o mesmo concerto no Teatro Santa Isabel, dia 12, para convidados, mas há problemas no ar-condicionado, apesar de a administração Roberto Magalhães ter dito que gastou R$ 6,6 milhões na modernização do teatro.
O repertório não poderia ser mais eclético: tem abertura de opéra de Mozart, polka e abertura sinfônica de Strauss, trecho famoso de Bizet, valsa de Tchaikovsky e marcha de John Towner Willians, o compositor preferido de Hollywood (Guerra nas Estrelas, ET...). E, na apoteose, os dois hinos não-oficiais do Brasil: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso (1903-1964), com arranjo do maestro Duda; e a abertura de O Guarani, de Carlos Gomes (1836-1896).
Tudo irá começar com os mais famosos acordes gravados no século 20 e difundidos pelo filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick – a abertura de Assim Falava Zaratustra, de Richard Strauss (1864-1949). “Queremos marcar o início do século 21 e o começo de uma nova era na Sinfônica”, diz o maestro.
Depois, Os Toreadores, de Georges Bizet (1838-1875), da ópera Carmen; a Fanfarra Olímpica, de John Willians (1932-), criada para a abertura das Olimpíadas de Los Angeles; a valsa do Lago dos Cisnes, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893); a abertura da ópera O Rapto do Serralho (1782), de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1794); e a Pizzicato-Polka, de Johann Strauss (1825-1899).
Encerrada a primeira parte, duas obras de autores nordestinos. Chegança (1978) e Momento Armorial (1979), de Benny Wolkoff; e a Suíte Monette, de José Ursicinio da Silva, o maestro Duda, com quatro movimentos (Ciranda, Balada, Valsa e Boi-Bumbá), com os solistas Nailson Simões (Trompete) e Radegundis Feitosa (Trombone). “Quero ver o povo dançando na praça”, espera Giuseppe Gioia.