O acidente que resultou na morte do neto do empresário João Santos, na quinta-feira, reacendeu a polêmica sobre o precário estado de conservação das estradas do Estado. Parentes da vítima atribuíram a morte do rapaz a falhas na pista da Avenida Agamenon Magalhães. Especialistas no assunto, entretanto, acreditam que o excesso de velocidade pode ter sido a principal causa do acidente.
O fato é que as depressões existentes na Agamenon Magalhães são bastante conhecidas dos motoristas que trafegam na área. E apesar da tragédia, a sinalização do local não sofreu qualquer alteração.
O secretário adjunto de Serviços Públicos da Prefeitura do Recife, Alberto Salazar, disse que os desníveis existentes na avenida são decorrentes da acomodação das placas de concreto no solo, que no passado recente era manguezal. Na opinião dele, a adaptação das placas não representa riscos de acidentes para os motoristas.
“Aparentemente, a pista não está danificada ao ponto de comprometer a segurança dos veículos que circulam por ela. Existem alguns pontos de abatimento, mas se trafegarmos respeitando a velocidade permitida, não há problema algum”, comentou. O secretário ressaltou que a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) deverá fazer uma visita ao local para verificar se há necessidade de realizar reparos na pista.
Já o diretor técnico da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Adrimon Cavalcanti, disse que só a perícia poderá apontar as possíveis causas do acidente. “Qualquer coisa que se afirme agora será precipitação. Prefiro aguardar o resultado da perícia”, comentou.