SÃO PAULO – A demissão em massa que está em curso na operadora de telefonia WordCom, nos Estados Unidos, não atingirá sua controlada no Brasil, a Embratel, que, ao contrário, planeja aumentar o quadro. A WordCom anunciou, na última quinta-feira, em Nova York, que 6 mil funcionários foram notificados da dispensa.
No Brasil, o forte crescimento do mercado de telecomunicações está levando a Embratel a planejar novas contratações. “As novas vagas serão abertas, principalmente em São Paulo, onde o aquecimento deste mercado é mais acentuado”, disse o diretor de Recursos Humanos da operadora de longa distância, Joaquim de Souza Correia, que preferiu não fazer projeções.
Na capital paulista, a Embratel tem hoje 1,6 mil funcionários, dos quais 600 foram contratados no último ano. No País, a operadora de longa distância emprega 7,8 mil pessoas.
De acordo com Correia, a preocupação da empresa é com a transferência de empregados entre as empresas de telecomunicações, que em São Paulo oscila entre 7% e 8% do pessoal. Este percentual é considerado elevadíssimo. Na média nacional, a Embratel ostenta uma rotatividade em torno de 3,5%.
“Temos planos para retenção dos funcionários, não de demissão”, enfatizou o diretor. Uma das estratégias para isto foi a criação, na própria Embratel, de um serviço de monitoramento do mercado de telecomunicações, na tentativa de evitar a saída de pessoal para outras empresas. “Faltam profissionais e nem sempre é possível retê-los diante de uma concorrência acirrada”, afirmou. A carência de pessoal para atuar no setor atinge desde os cargos de gerência, aos técnicos, incluindo engenheiros e operários de níveis médio e básico.