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Timor Leste Observávamos há pouco como guerras prosseguem grassando pelo mundo inteiro, apesar das proclamadas intenções de paz dos países que decidem. Hoje, falaremos de um caso típico de final feliz, ou que, pelo menos, tem boas condições de ser feliz, que é o de Timor Leste. O Brasil tem grande responsabilidade no desfecho do esforço de libertação e pacificação dessa ex-colônia portuguesa do Extremo Oriente, pois estão lá soldados brasileiros integrados à missão da ONU em Timor Leste, que prepara o castigado território para sua total emancipação; e um diplomata brasileiro, Sérgio Vieira de Mello, chefia a administração de transição, sob a égide da ONU. Timor Leste, que ocupa a parte oriental da ilha de Timor, cuja banda ocidental era colônia holandesa e hoje integra a Indonésia, foi uma das mais antigas possessões lusas, do tempo em que Portugal ainda não havia sucumbido ao obscurantismo inquisitorial (que lhe custou um atraso de 400 anos), e disputava mares e pontos comerciais com a Espanha e a Holanda. A Inglaterra era uma ilha de pouco significado na globalização da época. Não havia o Império Britânico. Em 1975, em conseqüência
da Revolução dos Cravos, que, no ano anterior, tirara
Portugal de longa hibernação e isolamento
internacional, Timor Leste se preparava para proclamar
sua independência, negociada com a metrópole, quando a
Indonésia decidiu invadir e anexar a parte oriental da
ilha de Timor. Nenhum país dos que contam atreveu-se a
contestar a resolução do ditador Suharto. Estava-se em
plena Guerra Fria e os Estados Unidos, a Europa, a
Austrália, vizinha de Timor, precisavam dos bons
préstimos de Suharto contra a onda comunista que vinha
da União Soviética e da China. Somente mais de vinte
anos depois, quando as potências ocidentais não
precisavam mais de Suharto, a situação começou a mudar
para os timorenses orientais. Gusmão não quer ser
candidato a presidente do novo país, nas eleições
marcadas para agosto. Importante para a comunidade dos
países lusófonos é que, em recente entrevista, ele
afirmou que a língua portuguesa será o idioma oficial
de um Timor Leste independente, junto com a língua
nativa tetum. Com os anos de ocupação indonésia,
foi-se impondo a língua oficial do arquipélago e hoje
só pessoas mais velhas falam português. O Brasil está
dando consultoria para a organização do Poder
Judiciário de Timor Leste. E, diz o ex-líder
guerrilheiro, "em tempos de economia globalizada, a
Ásia tende a se tornar um forte centro econômico".
Atenção, empresários! |
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