LG_jc.gif (3670 bytes)

CARNAVAL II
Filhos do Ceroula mantém a tradição

Para toda criança, os pais são uma referência. Imitados nas roupas e trejeitos, geralmente ocupam o espaço de super-heróis no imaginário dos filhos. Dessa ‘idolatria’ velada, surgiu a troça Ceroulinhas. “Queria ter um bloco para poder fazer parte do Carnaval, como meu pai. Então minha tia Tereza criou e bordou um estandarte”, conta Marcos Aurélio, 24 anos, filho de Mabel e Antônio Sales, o carnavalesco Cabela.

Fundado em 79, 17 anos depois do seu ‘pai’, o Ceroulinhas fez escola. “Fomos os pioneiros. Depois da gente, surgiu o Eu Acho é Pouquinho e outros blocos”, orgulha-se Marcos, que já assumiu o posto do pai e hoje é o presidente da ‘troça-matriz’. “Mas a última palavra continua sendo a dele”, afirma o atual presidente, que até hoje acompanha o desfile da ‘agremiação-mirim’ no domingo de Carnaval, junto a uma enorme legião de sobrinhos e outras crianças agregadas.

Seis anos mais nova que Marcos, sua irmã, Ana Lurdes é outra fiel seguidora da troça e da ‘trocinha’. “Saio no Ceroulinhas desde que nasci e carreguei seu estandarte até os 10 anos. Gosto muito do clima e da convivência familiar. É tudo tão legal que o mais novo integrante do Ceroulinhas, tem apenas seis meses. Hoje, levo namorado e amigos para sair no Ceroulas”, diz Ana.

Se seu irmão seguiu a trilha do pai, com Ana Lurdes não parece ser muito diferente. “Pretendo substituir minha mãe e minhas tias em tudo que elas fazem. No Ceroulas, passa-se tudo de geração em geração”, conclui Ana.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 25.02.2001
Domingo