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ORIENTE MÉDIO
Palestinos são mortos no dia em que general durão assume a defesa

TEL AVIV – Os temores de agravamento do conflito israel-palestino aumentaram ontem depois que um general partidário da linha dura foi apresentado para ministro da Defesa em um Governo no qual participará a extrema-direita e quando quatro palestinos morreram em conseqüência de disparos israelenses.

O Partido Trabalhista se reuniu em Tel Aviv para eleger os oito ministros que farão parte do gabinete de união nacional do conservador Ariel Sharon.

A votação mais difícil foi para designar o poderoso ministro de Defesa, que terminou elegendo Binyamin Ben Eliezer, um ex-general de 64 anos e ministro de Comunicações com Ehud Barak, que é considerado como um conservador em relação ao processo de paz dentro do Partido Trabalhista.

Ben Eliezer anunciou imediatamente depois de sua designação que “deve haver novas regras de jogo” com os palestinos e qualificou a morte anteontem de um israelense em um atentado de ‘intolerável’, enquanto as autoridades reforçaram a segurança para evitar novos ataques.

VIOLÊNCIA – A violência nos territórios ocupados custou ontem a vida de quatro palestinos, incluindo dois menores e um deficiente mental.

O presidente palestino, Yasser Arafat, denunciou estas mortes, afirmando que os israelenses “revelaram sua verdadeira face à opinião pública internacional, recorrendo a armas proibidas”. A declaração foi feita a jornalistas na volta do presidente a Líbia, onde participou em uma parte da cúpula extraordinária da Organização para a Unidade Africana (OUA).

Um menino de nove anos morreu ontem perto da cidade de El Bire (Cisjordânia), enquanto que um adolescente de 13 anos, ferido a bala na terça-feira passada, morreu em um hospital de Gaza em conseqüência dos ferimentos.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.03.2001
Sábado