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Um time sofrível A cada exibição fica mais claro que nossa Seleção perdeu muito da importância que conquistou ao longo de todas as Copas e pela conquista de quatro títulos. O calendário absurdo que não permite um mínimo de preparação, e a exaustão a que são levados os atletas que atuam nos clubes brasileiros (chegam a jogar três partidas por semana), respondem pela qualidade técnica apenas sofrível da nossa Seleção. A isso se deve adicionar uma crise de talentos, pois vivemos uma fase de maré vazante. Nosso maior astro tem mais de 35 anos, o centroavante Romário. A irregularidade do desempenho, na Seleção, tanto de Ronaldinho quanto de Rivaldo agrava o quadro, e para tornar as coisas ainda mais difíceis não contamos com um lateral-direito de bom nível, pois já é evidente que Cafu entrou em queda técnica. Só o saudosismo ou a patriotada ainda enxerga o Brasil como o melhor futebol do mundo. Por tudo isso é que a chegada da Seleção aos USA fez-se quase em silêncio, a cobertura mesmo da mídia brasileira foi discretíssima. Lá na Califórnia poucos sabem que nossa Seleção vai enfrentar hoje os USA. Este é o retrato exato do momento que vive a Canarinha, que nem terá sua partida transmitida ao vivo por nenhum dos nossos canais de TV. A Seleção perdeu a importância porque perdeu a força, porque vem sendo tratada como um clube de segunda divisão. Eu e antes de mim centenas de colunistas já repetiram: sem calendário decente é impossível planejar e armar uma seleção forte, capaz de resgatar nosso prestígio internacional. E das coisas aqui da província devo dizer que logo mais, em Fortaleza, o Sport corre um sério risco de tomar um sabão, desses de ficar bem escovado. A princípio me fartei de ouvir que o Fortaleza ainda não havia enfrentado adversários fortes. Pois não dá mais para repetir isso. Contra o Vitória, em Salvador, os cearenses ganharam com autoridade. Futebol não é ciência exata, e por isso pode acontecer que nosso rubro-negro faça uma exibição maiúscula, mas acho difícil. O mais importante para quem quer vencer é justamente o que falta ao Sport: Finalização, alguém que chute pro gol. Tocando a bola já tem gente de sobra, tem até gente fazendo o que se vê em basquete, o tal pivô! |
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