A bancada do PFL na Assembléia Legislativa não pretende ‘ir para o sacrifício’, como aconteceu com os vereadores nas eleições do Recife, quando veteranos foram derrotados nas urnas. Nem tampouco aguardar os ‘super-poderes’ dos caciques, como fez o deputado Inocêncio Oliveira (PFL) na eleição para a presidência da Câmara Federal. O grupo se reúne já na próxima semana para discutir as eleições de 2002.
Há hoje uma grande inquietação entre os deputados estaduais pefelistas com a composição que virá para a eleição estadual. Diante do incômodo – com possibilidades concretas de baixas na bancada, como é o caso do deputado Maviael Cavalcanti (PFL) que estuda a saída do partido e a filiação ao minúsculo PSDC, por uma questão de sobrevivência política – é que o PFL quer antecipar as avaliações eleitorais.
“A legenda do PFL é pesada para uma legislação que só favorece os pequenos partidos e até os de aluguel. Cada vez mais os coeficientes eleitorais exigem uma campanha em dobro de um partido como o PFL. Ou começamos a discussão já, ou seremos engolidos, mesmo contando com a representação que dispomos no Estado”, avaliou a deputada estadual Teresa Duere (PFL).
O presidente regional do PFL, André de Paula, considerou oportuna a preocupação dos deputados e confirmou a reunião para a próxima semana. André também informou sobre novas filiações que estarão sendo efetuadas no próximo dia quinze e sobre as várias inserções partidárias que serão veiculadas a partir desse mês.
O ex-ministro Gustavo Krause ainda demonstra entusiasmo por um mandato no Legislativo e é um dos que defendem bravamente o esforço antecipado do partido para as eleições de 2002. “Independente do racha na cúpula, o embate das urnas é que é o grande embate. É com esse que o partido tem que se preocupar. Praticar a aliança onde for possível, eleger chapas competitivas, não desviar as vistas de 2002”, defendeu.