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TEATRO
A terceira versão de Arsênico e Alfazema

Teatro de Amadores estréia hoje mais uma montagem do texto do inglês Joseph Kesselring, quase 30 anos após a segunda adaptação da peça pelo grupo

A mistura entre o suspense a a comédia parece ter mesmo conquistado o Teatro de Amadores de Pernambuco. Depois de montar, no ano passado, a peça Você Pode Ser o Assassino, a companhia mais antiga em atividade na América Latina estréia hoje Arsênico e Alfazema. Mais uma vez, o riso é despertado sutilmente, a partir de situações misteriosas, no caso, desparecimentos sem explicação. A peça cumpre temporada no Teatro Valdemar de Oliveira durante todo o mês de novembro (ver roteiro na página 2).

Essa é a terceira montagem do espetáculo feita pelo Teatro de Amadores. As duas primeiras foram realizadas em 1950 e 1973, ainda sob o comando do criador do grupo, o médico Valdemar de Oliveira. A nova versão leva a direção de Reinaldo de Oliveira e mantém as orientações das duas anteriores, no que diz respeito a cenários, figurinos e direção cênica. Além de dirigir, Reinaldo também atua, no papel do Tenente Rooney.

A história tem como cenário um velho casarão do Brooklyn, nos Estados Unidos. Os personagens centrais são duas velhinhas: Tia Abby e Tia Martha, interpretadas por Vanda Phaelante e Geninha da Rosa Borges. Elas moram juntas e recebem a visita de vários convidados que, sem qualquer explicação aparente, depois de abrigarem-se na casa das senhoras, simplesmente desaparecem.

Os sumiços preocupam a polícia, especialmente o Sargento O’Hara (Marcos Portela) e seus auxiliares Brophy (Fernando Carvalho) e Klein (Alderico Costa Neto). Integram ainda o elenco Renata Pahelante (Elaine Harper), Luiz César (Reverendo Harper), André Ricardo (o crítico de teatro Mortimer), Ricardo Mourão (Dr. Einstein), Renato Phaelante (Jonathan Brewster), Rogério Costa (Teddy, que insiste em ser o presidente Roosevelt) e Hector Costa (Sr. Gibbs).

O TEXTO – Arsênico e Alfazema foi escrito por Joseph Kesselring, na década de 40. Apesar de ter sido criado como um drama, o teor cômico do texto prevaleceu e, desde as primeiras montagens, a peça foi apresentada como comédia. Mesmo assim, a comicidade do texto não é escancarada, está mais para a sobriedade do peculiar humor inglês.

No Brasil, recebeu, em 1949, uma montagem do Teatro Brasileiro de Comédia, com Cacilda Becker como uma das protagonistas.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.11.2001
Sábado