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SANEAMENTO PRECÁRIO III
Compesa diz que a instalação do sistema de esgoto é demorada

Embora reconheça o problema vivido pelos moradores do Conjunto Residencial Marcos Freire, a Compesa só deverá implementar o sistema de captação e tratamento de esgoto, dentro de um prazo de oito meses a um ano, devido à complexidade do serviço. “Já convidamos umas quatro empresas para apresentação de projetos que possam resolver o sistema de esgotamento sanitário da comunidade. Só que, até agora, apenas uma respondeu ao nosso pedido”, informa o gerente Metropolitano de Esgoto da Compesa, Júlio Sérgio Maia.

Segundo ele, as empresas terão um prazo de 30 a 40 dias para apresentarem seus projetos. “Os moradores têm de estar conscientes que isso não é uma questão a ser resolvida em 30 ou 60 dias, leva bem mais tempo, porque depende também da estimativa de preços e da captação de recursos”, explica Júlio Sérgio. Questionado sobre a cobrança da taxa, mesmo sem a oferta do serviço, ele alega que o valor não é referente apenas ao tratamento do esgoto, mas também à manutenção e ao atendimento dos técnicos da Compesa, em casos de problema na rede coletora.

Geralmente, a taxa de esgoto, que representa 50% do valor da conta, varia entre R$ 5 e 12. “É preciso que se entenda que esse custo é global e que não pode ser cortado”, afirma o gerente da Compesa. Os moradores, entretanto, rebatem, dizendo que a empresa dificilmente aparece na comunidade quando solicitada. “Tem vezes que o esgoto estoura, por mês, umas três vezes, mas nada é feito. É importante deixar claro que não somos contra a taxa. Mas ela só deve ser cobrada quando o serviço estiver funcionando de fato”, diz Inaldo Alves de França, representante da comunidade.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.11.2001
Sábado