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ESOTERISMO

por LEYLA CUNHA

Lendas e superstições do Halloween

Pode ser impressão, mas parece que este ano as tão badaladas festas do Halloween, o popular Dia das Bruxas do folclore norte-americano, em 31 de outubro, não estão ganhando tanto espaço na mídia quanto antes. Uma colega daqui do JC até arriscou dizer: “Vai ver que o dia das bruxas foi mesmo o dos atentados nos EUA e agora tá todo mundo sem graça para comemorar o Halloween”.

E com todo esse clima de medo, morte e violência, sair por aí fantasiado de bruxa, esqueleto ou vampiro parece mais uma brincadeira de mau gosto...

Mas é bom que se diga que existem várias outras formas de se lembrar o Halloween, além de ir a festas vestido como alma do outro mundo ou ficar em casa assistindo aos pacotes de filmes de terror pela TV paga.

Para os adeptos do movimento Wicca, as bruxas e bruxos do século 21, e ocultistas em geral, a noite do dia 31 é especial e remete a celebrações sagradas ligadas aos cultos agrícolas dos antigos druidas no Reino Unido, Irlanda e França. Esses magos de origem celta comandavam rituais em cerimônia conhecida como Samhein durante o inverno. As festas marcavam o fim do ano celta, anunciando uma nova fase de plantios e a chegada da estação fria.

Segundo acreditam os bruxos modernos e os celtas, nesses dias os portais entre os mundos ficam enfraquecidos, sendo possível, então, haver um contato entre os vivos e seus ancestrais já desencarnados.

Dizem pesquisadores que os druidas afirmavam aos moradores das comunidades que naquela noite os espíritos os visitariam em casa e, para tanto, deviam ser recepcionados com mesa farta – daí a relação com o atual “trick or treat” (gostosura ou travessura), frase que as criancinhas norte-americanos fantasiadas de monstros gritam na porta das casas para pedir guloseimas diversas.

Ao final do banquete, os habitantes saíam em procissão com máscaras que representavam os espíritos dos mortos até os limites dos povoados, a fim de guiar os fantasmas para fora e de volta ao local de onde vieram.

Outras versões dizem que o uso das fantasias visava enganar possíveis maus espíritos que quisessem se apoderar do corpo dos vivos. Disfarçavam-se de almas penadas, então, para não serem reconhecidos como pessoas encarnadas.

Da crença nessa comunicação com ‘o lado de lá’ e das expectativas com a chegada do novo ano, surgiram, assim, várias simpatias e superstições realizadas na época do Halloween. Segundo relatos de pesquisadores, desde o final do século 19 a festa é vista como um período para se usar amuletos e fazer advinhações. Semelhante aos nossos costumes durante os festejos juninos, igualmente ligados a épocas de colheitas, alguns rituais do Dia das Bruxas servem para revelar o futuro cônjuge através de imagens em espelho e maçãs comidas à meia-noite .

Uma dessas simpatias recomenda que se ponha fogo numa tigela com um pouco de álcool e que se atire sobre as chamas oferendas como figos, cascas de laranja, passas, castanhas e tâmaras envoltas em papel alumínio. A jovem que conseguisse tirar do meio do fogo a melhor oferenda iria conhecer seu futuro marido em um ano.

Vivência propõe integração através da dança

Impressão corporal é um método de autoconhecimento nascido nos anos 80. Segundo seus praticantes, “quando nossos corpos se impressionam, há sempre uma reação, que poderá ser subjetiva ou objetiva, mecânica e repetitiva ou consciente e criativa”. O que importa é a tomada de consciência, além da expressão que se dá como efeito. E assim como na vida, todo momento é criativo se pudermos estar inteiramente presentes, no aqui-agora. Tudo isso tem a ver com a vivência aberta Integração Através da Dançaterapia, que a psicoterapeuta Cristiana Gaxotte-Perrot realiza, sábado (03), no Espaço Semear. Criadora do Sistema Divina Dança Humana, Cristiana tem trabalhos desenvolvidos na Suíça, França e Brasil. O horário de 10 às 12h será para os adultos e os adolescentes poderão participar das 15 às 17h. Para participar, basta levar 1 kg de alimento não-perecível. (81) 3268.8186 / 9142.9443.

Retiro com o lama

A meditação como prática diária será o tema do retiro que o lama budista Padma Samten estará promovendo de 1 a 4 próximos no Recife. Físico, professor e escritor, Samten, ou Alfredo Aveline, preside no Rio Grande do Sul o Centro de Estudos Budistas Bodhisatva, entidade que promove o intercâmbio do budismo com outras culturas. Além dos ensinamentos e técnicas meditativas, o lama também vem lançar, dia 8, dois livros, Meditando a Vida e A Jóia dos Desejos. Informações sobre locais e horários: (81) 9162.4808.

Feras sem estresse

O vestibular está chegando, a tensão vai aumentando e os riscos de ‘dar um branco’ deixam os feras sem saber o que fazer. Para os mais estressados, as psicólogas Cristiane Prysthon e Silvana Gomes estão organizando um trabalho de grupo onde pretendem usar meditação, métodos de relaxamento, vivências e jogos para ajudar os meninos e meninas a se reencontrarem no meio de tanta pressão. Serão três encontros, a partir do dia 12. (81) 3465.4363 / 9972.7937 / 9978.5805.

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Jornal do Commercio
Recife - 28.10.2001
Domingo