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Fernando Castilho O colchão financeiro
Novecentos milhões. Esse é o dinheiro que o Governo do Estado dispõe, aplicado, proveniente da venda da Celpe, para seu programa de obras além dos recursos para o Fundo de Aposentadoria e Pensão do Estado. Não é pouco e até agora se sabe o destino da maior parte dele, pois mais de R$ 540 milhões foram para investimentos.
Mas o último balancete do Fundo de Desenvolvimento de Pernambuco revela que o discurso da alavancagem que o dinheiro da Celpe (R$ 1,3 bilhão) poderia provocar com a multiplicação de investimentos em parceria da iniciativa privada com o Estado não se concretizou.
É verdade que ele permitiu ações como a duplicação da Rodovia BR-232 e outras obras estratégicas. Mas justiça se faça, uma atuação mais eficiente na captação de recursos em nível federal permitiu maiores conquistas. A venda de parte das ações da Compesa para a CEF é um bom exemplo. Não se pode deixar de reconhecer que a disponibilidade de caixa, garantindo contrapartida, assegurou projetos como a construção da nova estação de passageiros do Aeroporto dos Guararapes, obras em Suape e do Prodetur. Mas não há como deixar de reconhecer que faltaram novos projetos em que o conceito de alavancagem ficasse consolidado. Talvez com o dinheiro que sobrou isso se torne verdade.
Enfim, Pernambuco vai pesquisar petróleo
Não se pode mais dizer que a bacia Pernambuco-Paraíba nunca poderá ser explorada. Com a inclusão dela na quarta rodada, um bloco com 3.554 quilômetros quadrados, o sonho pode se tornar realidade. A bacia possui uma área emersa de 7.600 quilômetros quadrados e cerca de 31.400 quilômetros quadrados na sua porção submersa, que se estende pela plataforma continental até a cota batimétrica de 3 mil metros. E aí fica a pergunta: será que aqui tem petróleo mesmo?
Conselho da CBEE
Pelo menos três pernambucanos vão fazer parte da Comercializadora Brasileira de Energia Elétrica (CBEE): Luiz Gonzaga Perazzo (do Ministério das Minas e Energia), Fernando Dueire (do Fórum de Secretários), no Conselho de Administração, e Marcos Velozzo que será diretor da empresa presidida pelo engenheiro Mário Miranda.
Instalação da CBEE
A Companhia Brasileira de Energia Elétrica vai ser instalada nesta terça-feira na sede do Ministério das Minas e Energia, em Brasília com a posse de Miranda e Velozo nos cargos. A partir de agora, ela vai centralizar as compras de energia emergencial definindo os preços a serem pagos, inclusive pelas barcaças que virão para o Nordeste ano que vem.
Seminário do Banco Mundial no Recife
Segunda-feira, no Onda Mar Hotel, haverá o Seminário Nacional sobre Gerenciamento Financeiro do Banco Mundial, curso para agilizar os processos de captação de recursos. Com representantes de governos do Nordeste.
Empresas de ônibus não garantem 13º
Informação do presidente da Associação de Transportes Urbanos de Passageiros (AOP), Paulo Chaves: as empresas de transporte terão que fazer empréstimos bancários para pagar o 13º salário de seus empregados. Começou.
Pirulito mundial
Maior produtor de balas e pirulitos do Brasil, a Sam’s (RN) está exportando, este ano, 20% mais que no ano passado, apesar do racionamento de energia, vendendo para 54 países, mantendo o ritmo da produção em mil toneladas para os Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e até Australia. A Sam’s chegou a desenvolver até uma linha especial para as festas de halloween.
Cajuína nacional
A cajuína, uma bebida típica do Piauí, mas pouco conhecida no resto do Brasil, pode vir a ser produzida para distribuição no resto do Nordeste. A Universidade Federal do Piauí, com apoio do Banco do Nordeste, está desenvolvendo um programa de acondicionamento da bebida em embalagem no formato PET de dois litros, ao invés do vidro com é hoje.
Abertas as inscrições para o PPV – Programa Prático de Vendas, realizado pela W. Markplanos e Assessoria, do grupo Cedepe. A W. Markplanos e Assessoria oferece serviços de organização mercadológica e comportamental, aperfeiçoamento e planejamento das empresas. O fone de contato é 3478-1120.
O mercado publicitário, e o varejo em geral, está comemorando a volta de mais duas marcas pernambucanas ao controle de empresas locais, com a compra da Vitamilho e da Palmeiron, pela ASA. Gente do mercado estima que a Palmeiron pode ter custado R$ 40 milhões.
Funciona quarta-feira, no Shopping Recife, a primeira franquia da grife de sapatos e acessórios em couro Carmen Steffens. A marca é derivada do curtume, em Franca (SP), do empresário Mário Spaniol, que destina 90% do couro para exportação. Hoje a rede já conta com 28 lojas.
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