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Inaldo Sampaio Projeto casuístico
O projeto de autoria do Governo do Estado sugerindo mudança nos critérios para transferir, “ex-officio”, militares estaduais para a reserva remunerada, ainda vai dar muito o que falar. Coronéis que serão atingidos pelo projeto casuístico não só estão em pé de guerra com o comandante Iran Pereira, que participou da elaboração da mensagem sem lhe dar conhecimento, como prometem denunciar à sociedade casos de apadrinhamento.
Por exemplo: há um tenente na corporação que se encontrava em segundo lugar, por merecimento, na lista anterior de promoções (21/08). Não foi promovido, tudo bem, porque o critério “merecimento” é subjetivo. Depende da vontade do governador de plantão. No entanto, na mais nova lista de promoções que foi definida na última terça-feira para ser enviada a Jarbas Vasconcelos ele caiu do 2º para o 37º lugar sem que os seus superiores dessem os motivos para tão humilhante rebaixamento.
Essa politicalha de botequim depõe contra a imagem da instituição, que vem de duas greves no espaço de três anos e está precisando recompor-se. Infelizmente, os que têm obrigação de zelar por ela estão contribuindo, com leis casuísticas, para enxovalhá-la.
Herdeiro natural
Ex-deputado estadual e atual prefeito de Catende, Manoel Ramos vive um drama hamletiano: apoiar Henrique Queiroz (PPB) para a Assembléia Legislativa ou a candidatura do filho, Maviael Almeida, preferido por líderes da região. O filho é médico, já dirigiu o Hospital de Palmares e atualmente assessora o pai como secretário de saúde. Com o apoio do pai e do prefeito de Palmares, Francisco de Assis Rodrigues (PMDB), teria 2/3 da sua eleição assegurada.
Via de mão dupla
Ranílson Ramos (PPS) faz oposição a Jarbas mas vê o futuro pragmaticamente. Se o governador ficar com Ciro, diz ele, “seremos obrigados a apoiá-lo”. Contudo, na vida do político Ciro Gomes essa reciprocidade nem sempre existiu. Ele apoiou Tasso (CE) pra governador em 98, mas Tasso não o apoiou para presidente. Ficou com FHC.
Quase 100%
Garante o secretário Maurício Romão (administração) que há 99% de probabilidade (por que não 100%?) de o Governo do Estado pagar no prazo o 13% salário dos servidores públicos. Embora as finanças do Estado continuem desequilibradas, faz-se uma reserva todos os meses para honrar o contracheque do funcionalismo.
Sapato de HC faz sucesso no Legislativo
Vereadores da bancada de João Paulo (PT) fizeram a maior zona na Câmara Municipal porque o secretário Humberto Costa (saúde) anda com sapatos amarelos. “Vermelho vá lá, mas amarelo eu nunca tinha visto” - disse um deles.
Maioria das emendas não foi liberada
É baixo o prestígio da bancada federal pernambucana junto ao ministro Martus Tavares (Orçamento) Faltam apenas 2 meses para terminar o ano e mais de 2/3 das emendas coletivas ao OGU não foram descontingenciadas.
Bolso desforrado
Ao contrário do que muita gente pensa, Eudo Magalhães (PPB) não forrou o bolso com os R$ 72 mil de subsídios atrasados que recebeu da Assembléia Legislativa. “Metade do dinheiro foi para pagar aos advogados”, disse ele. Com o bolso forrado ele estará, sim, se conseguir receber também as “verbas de gabinete”.
Feijão com arroz
Assessores de marketing do prefeito João Paulo (PT) não estão otimistas com as próximas pesquisas de avaliação do governo dele. Dizem que o prefeito toca a máquina direitinho e que não rouba e nem deixa roubar. Mas não conseguiu fazer nada de “extraordinário” que o diferencie dos seus antecessores.
Se for candidato a governador, Humberto Costa (PT) poderá reunir no seu palanque o PTB e o PPS. Basta seguir as regras de 94 quando o ex-governador Miguel Arraes pleiteava a volta ao governo. Enquanto Roberto Freire pedia votos para Lula, seu companheiro de chapa, Armando Monteiro, pedia para Brizola.
O presidente do STF, Marco Aurélio Mello, pode até ter serviços prestados ao Brasil mas a Pernambuco, em particular, não. Mesmo assim, o deputado Gilvan Costa (PTN) deseja distingui-lo com o “título de cidadão”. Alega que o ministro se destaca no Supremo como defensor da legalidade, da democracia e dos direitos humanos.
Tucano de bico grosso que foi ao jantar oferecido por Sérgio Guerra a Serra definiu como “marketing fofo” a propaganda que Tasso faz do Ceará na televisão. “O que se diz do governo de lá não passa de blefe”, disse ele. “A miséria de hoje é igual ou superior àquela do tempo dos coronéis”. É jogo bruto.
Depois que abriu o “bocão” na Câmara, forçando o governo de Fidel Castro a autorizar a vinda para o Brasil da garota cubana Anabel Soneira, Severino Cavalcanti (PPB) conseguiu outro feito: um helicóptero de um amigo para levá-la amanhã até Catende. Em companhia da avó paterna, ela chega ao Recife neste domingo (12h30).
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